2014: Geddel pondera apoio automático ao PT
Líder do PMDB baiano, Geddel Vieira Lima, cita como possibilidades para 2014 o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e fala das discussões "internas" de seu partido para composição da chapa; peemedebista comenta ainda as denúncias de corrupção que envolvem o correligionário Henrique Alves, candidato a presidente da Câmara Federal; "Se existia algo de errado não surgiu ontem. Por que esse tipo de procedimento não foi feito antes?"
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Romulo Faro - Bahia 247
Para o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, o peemedebista Geddel Vieira Lima, o cenário eleitoral para 2014 na base governista está indefinido.
Ele respondeu questionamento de Mário Kertész (candidato derrotado do PMDB à Prefeitura do Salvador em outubro passado), em sua rádio, a Metrópole, que não é automática a possível chapa encabeçada pela presidente Dilma Rousseff com o atual vice Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.
Entre as possibilidades, Geddel fala do governador de Pernambuco, possível candidato do PSB, e menciona as "internas" do PMDB. "Tem movimentações de Pernambuco, têm internas do PMDB".
Contudo, apesar da fama de brigão (alguns até dizem que é temido pela chamada 'velha guarda do PMDB no Planalto), o ex-ministro garante que rezará a cartilha do partido. "Minha posição nacional é seguir a decisão majoritária do partido, mesmo que não concorde com ela".
Henrique Alves
Geddel falou ainda das sucessivas denúncias que têm surgido contra o correligionário Henrique Alves, que deve assumir a presidência da Câmara no próximo dia 4 de fevereiro. O peemedebista baiano acha estranho o fato de as críticas só surgirem em plena movimentação pela nova composição do Congresso.
"Tem que separar o que é jogo eleitoral do que é verdade. Henrique Alves exerce mandato há 42 anos. Esse tipo de denúncia só surge às vésperas de assumir um cargo importante. E se não serve para ser presidente, não serve para ser deputado. Se existia algo de errado não surgiu ontem. Por que esse tipo de procedimento não foi feito antes?", questiona o ex-ministro.
PMDB-DEM
Geddel voltou a explicar que não houve nenhum ponto de tensão com o Planalto pelo apoio fundamental que ele e o PMDB deram para a vitória do democrata ACM Neto no segundo turno sobre o petista Nelson Pelegrino na disputa pela Prefeitura de Salvador em outubro último.
"Ela (a presidente Dilma) me nomeou pelo apoio que dei a ela em 2010 e não ficou condicionado que teria que apoiar o PT nas últimas eleições. Trabalho de forma séria e a militância política é outra coisa. Evidentemente não tenho cargo, o cargo é dela. E quando ela achar qualquer coisa, ela vai me exonerar".
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