2014 é agora: o cenário da sucessão estadual

Perillo praticamente lançou sua candidatura no final de 2012 e provocou antecipação do debate e das articulações; PMDB se vê refém de Iris, que se preserva e não descarta candidatura; PT começa a mandar recados ao PMDB e tem Paulo Garcia e Gomide como nomes fortes; Vanderlan e Caiado tentam reoxigenar terceira via e José Batista Júnior está convicto que será candidato e deve caminhar sozinho com seu PSB

2014 é agora: o cenário da sucessão estadual
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Goiás 247_ Estamos em 2013, mas em Goiás, e principalmente na Capital, o assunto que domina as rodinhas políticas e os bastidores é a eleição para 2014. A Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que causou a saída de auxiliares do primeiro escalão do governador Marconi Perillo, antecipou o debate.

A oposição viu na crise a chance ideal para sepultar uma possível reeleição de Perillo. Porém, na prática não conseguiu esgotar o governador. Mesmo desgastado, o tucano se livrou do relatório final da CPI e já no segundo semestre 2012 lançou uma agenda positiva que praticamente lançou sua candidatura para 2014.

Adversários não faltam para tentar derrubar Perillo. Resta saber como eles vão agir – se em bando ou na base do cada por um si. O Goiás 247 mostra o momento e as perspectivas dos principais pretendentes ao cargo de governador:

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Marconi Perillo: é “candidatíssimo” para 2014 e só mesmo um imprevisto muito grande tiraria o tucano do páreo. Perillo tem apoio irrestrito de toda a base aliada e aposta num 2013 de obras e recuperação as estradas para chegar em 2014 com o governo mais vistoso. Pesquisas internas já mostram recuperação de sua popularidade. Uma de suas cartas na manga pode ser contemplar o servidor público – como por exemplo dar aumento salarial à Polícia Militar, uma reivindicação antiga da categoria. Hoje, o principal desgaste do governador é em relação às estradas. A oposição tem batido pesado nas condições das rodovias goianas e de acordo com o cronograma do Rodovida ainda falta recuperar cerca de metade dos 4 mil km de estradas programados.

Iris Rezende: o grande líder peemedebista está sempre no páreo. Mesmo que não apareça, Iris é a cabeça pensando do PMDB de Goiás. Se ele quiser ser candidato não há quem possa barrá-lo. Uma das adversidades é saúde. No passado Iris passou por sucessivas cirurgias para corrigir um problema na coluna e até hoje faz fisioterapia. Há quem diga que se ele estiver bem de saúde será candidato de novo e aos 80 anos.

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Paulo Garcia: o prefeito cresceu internamente no PT e passou ser vigiado pelo PMDB de Iris após ganhar a eleição no primeiro turno no ano passado. Aliados dizem que Paulo Garcia pode mesmo ser candidato, mas primeiro terá que superar gargalos na prefeitura como obras do Macambira-Anicuns e Av. Araguaia paralisadas e a crise na saúde. Se chegar bem avaliado no começo de 2014, pode tentar o apoio de seu padrinho político Iris e ainda tentar conseguir a bênção maior da presidente Dilma Rousseff (PT). Desde o final de 2012, Paulo tem se confrontado frequentemente com o governo estadual, mostrando que 2014 é logo ali.

Antônio Gomide: o prefeito de Anápolis (PT) diz que a prioridade é do PMDB para a cabeça de chapa e se for alguém do PT tem que ser Paulo Garcia. No entanto, há quem duvide dessa humildade de Gomide. Em eventos do PT no passado ele chegou a ser tratado como pré-candidato. O prefeito ganhou a eleição de 2012 com um pé nas costas e para aliados ele é o único que pode simbolizar a tão desejada figura da “novidade”: sem desgastes, administrador de uma grande cidade bem avaliado, com as bênçãos de Dilma e aquele empurrão do irmão Rubens Otoni – só falta combinar com Paulo Garcia.

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Vanderlan Cardoso: o ex-prefeito de Senador Canedo saiu do PMDB pela porta dos fundos. Não teve protagonismo e viu que era melhor seguir a vida sozinho. Ele vai se filiar ao PSC e junto com Ronaldo Caiado e Jorcelino Braga tentar pavimentar a “terceira via”. Vanderlan não é mais a novidade de 2010 e teria que pensa em outra estratégia para convencer o eleitor. O que é certo por enquanto é que ou ele ou Caiado estará na briga pelo Palácio das Esmeraldas. Vanderlan não faz oposição ostensiva a Perillo. De vez em quando aparece e critica o governo estadual, depois passa um período longe dos holofotes. Aliados dizem que as críticas vão se intensificar a partir de março.

José Batista Júnior: o bilionário empresário já foi cortejado por PMDB e depois se afastou. Recentemente teria sido convidado por Vanderlan para integrar a terceira via, mas Caiada não gostou da ideia. O que se sabe é que José Batista afirma estar convicto que será candidato ao governo em 2014 – mesmo que seja sozinho com seu PSB. O poder econômico é apagado pela falta de experiência política, mas o empresário aposta num modelo de gestão inovador inspirado na iniciativa privada para conquistar o eleitor goiano.

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Daniel Vilela: o deputado do PMDB e filho do prefeito Maguito Vilela é apontado como o sopro de renovação dentro do partido. Novo, de família tradicional na política e acostumado a fazer oposição ao governo na Assembleia Legislativa, Daniel seria o nome ideal para vencer Perillo. O que pesa contra o deputado é força da velha guarda dentro do partido.

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