Volume de empréstimos no BNDES volta ao nível dos anos 90

Com Michel Temer, o crédito do BNDES à indústria atingiu o fundo do poço; desembolsos do setor retomaram ao patamar da década de 90; o BNDES liberou R$ 33,48 bilhões de janeiro a junho deste ano; no caso da indústria, foram R$ 6,9 bilhões, 42% menos do que em igual período do ano passado; considerando o que já foi aprovado e está na fila para sair do papel, o cenário é ainda pior; no período, as aprovações da indústria despencaram 61%

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876 (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mantiveram a trajetória de queda no primeiro semestre, com retração de 17% na comparação anual. A indústria foi o setor com o maior impacto, com os desembolsos do setor retornando ao patamar de meados da década de 90.

O BNDES liberou R$ 33,48 bilhões de janeiro a junho deste ano. No caso da indústria, foram R$ 6,9 bilhões, 42% menos do que em igual período do ano passado. Considerando o que já foi aprovado e está na fila para sair do papel, o cenário é ainda pior. No período, as aprovações da indústria despencaram 61%. São R$ 6,6 bilhões à espera de liberação. 

Sobre o retorno ao nível de meados dos anos 90, o superintendente de Planejamento e Pesquisa do banco, Fabio Giambiagi,  considerou o desembolso de R$ 25,2 bilhões liberados nos 12 meses até junho, patamar equivalente ao de duas décadas atrás. Em um bom momento da economia, em 2010, o BNDES chegou a liberar R$ 125 bilhões à indústria, mas, desde então, o financiamento ao setor iniciou trajetória de queda e chegou aos R$ 30,1 bilhões em 2016.

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A visão do economista é que o “fundo do poço” é uma “velha metáfora” que facilmente pode ser utilizada para retratar a relação do BNDES com a indústria, hoje. A expressão, porém, serve também para o conjunto dos desembolsos, dos diferentes segmentos. A exceção é a agropecuária, que teve desempenho positivo, com aumento de 3% tanto nos desembolsos quanto nas aprovações entre janeiro e junho deste ano.

As informações são de reportagem de Fernanda Nunes e mariana Sollowicks no Estado de S.Paulo.

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