Vendas aumentam em junho, mas Brasil registra pior semestre do comércio desde 2016

O volume de vendas do varejo cresceu 8% em junho, mas o primeiro semestre fechou com -3,1%

Pessoas com máscaras faciais
Pessoas com máscaras faciais (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)


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Sputnik - O volume de vendas do varejo cresceu 8% em junho, após a alta recorde de 14,4% em maio, apesar do primeiro semestre ter fechado com -3,1%, em comparação com o mesmo período de 2019.

As medidas de isolamento social para contenção da pandemia de COVID-19 foram o principal motivo do baixo desempenho econômico e do resultado semestral, divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Segundo a entidade, o resultado publicado é o menor no Brasil desde o segundo semestre de 2016 (- 5,6%).

"Os resultados positivos eram esperados porque viemos de uma base de comparação muito baixa, que foi o mês de abril (-17%). Esse crescimento, então, foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Desde o começo da pandemia, a gente bate muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis", disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, citado pela Agência IBGE de Notícias.

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Pelo segundo mês consecutivo, os resultados apontaram menor impacto do isolamento social no comércio. De todas as empresas consultadas pela pesquisa, 12,9% relataram impacto em suas receitas em junho por conta das medidas de isolamento social. Em maio, esse número era 18,1%.

O comércio varejista cresceu 0,5% em junho frente ao mesmo mês do ano anterior, contra recuo de 6,4% em maio de 2020, primeira taxa no campo positivo após três meses de quedas seguidas. Já o indicador acumulado nos últimos doze meses indica estabilidade no ritmo das vendas (0,0% em maio e 0,1% em junho).

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