Venda de distribuidoras da Eletrobras pode não ser concluída em 2017, diz governo

A privatização de seis distribuidoras da Eletrobras nas regiões Norte e Nordeste pode não ser concluída neste ano, ao contrário da previsão inicial do governo, segundo informações divulgadas pela estatal nesta sexta-feira (22); o governo quer vender subsidiárias responsáveis pelo fornecimento de energia no Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí

Edifício da Eletrobras no centro do Rio de Janeiro 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Edifício da Eletrobras no centro do Rio de Janeiro 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares (Foto: Charles Nisz)


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Reuters - A privatização de seis distribuidoras de eletricidade da estatal Eletrobras que são fortemente deficitárias e atuam no Norte e Nordeste pode não ser concluída neste ano, conforme previsto originalmente por empresa e governo, por dificuldades na avaliação do valor das companhias, disse uma autoridade à Reuters nesta sexta-feira.

O governo já anunciou planos para desestatizar a Eletrobras, mas a ideia é antes concluir a venda dessas subsidiárias, responsáveis pelo fornecimento de energia no Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí.

“Você tem que fechar a avaliação contábil de tudo isso e pode ser que eventualmente alguma não seja concluída... algumas delas têm mais problemas”, disse o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves.

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Ele citou como exemplo os ativos de distribuição da Amazonas Energia, que tem passado antes da venda por uma operação que visa separar da empresa seus ativos de geração e transmissão, que a princípio ficarão com a Eletrobras.

Além disso, a empresa tem dívidas bilionárias com a Petrobras pelo fornecimento de combustíveis para termelétricas que abastecem o Amazonas.

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“A mais complexa mesmo é a do Amazonas”, disse Lopes, que citou uma demora maior também na avaliação dos ativos da Boa Vista Energia, que opera em Roraima.

A Boa Vista Energia recentemente assumiu as operações que antes eram tocadas por uma estatal do Estado de Roraima, a CERR, mas ainda é preciso avaliar o valor dos ativos dessa concessão agregada à empresa.

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“Isso é um processo em que você bota a empresa de cabeça para baixo, avalia o patrimônio, os passivos, para definir o valor de mercado dessa empresa... algumas estão andando muito bem, e outras são processos mais complexos”, complementou Lopes.

A Eletrobras decidiu em uma assembleia de acionistas em julho de 2016 que não iria renovar os contratos de concessão dessas distribuidoras.

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Questionada, a Eletrobras não comentou imediatamente.

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