Vale inaugura usina de extração de palma para biocombustível
Mineradora vai investir US$ 500 mi em complexo para geração de energia até 2015, quando deve ficar pronta uma segunda usina para converter produto em biodiesel
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247 - A Vale inaugurou nesta terça-feira, 26, a primeira etapa de um complexo para a produção de biocombustível a partir do óleo de palma. Entrou em operação a primeira usina de extração de óleo de palma da mineradora, localizada em Moju, a 150km de Belém, no Pará. Até 2015, quando deve ficar pronta a usina para a conversão do produto em biodiesel, a Vale pretende investir US$ 500 milhões no projeto. Segundo a empresa, será o maior complexo gerador de energia limpa já instalado em uma usina no Brasil.
Leia mais em matéria da Folha.
A Vale investirá US$ 500 milhões até 2015 em um complexo de produção de biodiesel a partir do óleo de palma (dendê) no Nordeste do Pará.
A primeira etapa foi inaugurada nesta segunda-feira, com a entrada de operação de primeira usina de extração de palma, que produzirá 20 toneladas de óleo por hora.
Uma segunda usina de processamento de óleo de maior capacidade (100 toneladas/hora) e uma unidade de conversão do produto em biodiesel estarão prontas em 2015.
A partir daquele ano, a Vale vai passar a usar em suas locomotivas e equipamentos diesel com 20% de biodiesel de palma. Hoje, a mistura é 5%, com a soja como principal matéria-prima.
Enquanto não fica pronta a unidade de conversão do óleo em biodiesel, a produção da planta inaugurado hoje será vendida ao mercado --o produto é usado na indústria de alimentos e cosméticos.
O projeto é conduzido pela Biopalma, empresa na qual a Vale tem 70%, em sociedade com o grupo MSP.
Todo o plantio da palma ocorreu em áreas de pastagens degradadas. Até 2013, serão plantados 80 mil hectares e outros 90 mil hectares vão compor uma reserva legal e uma área de preservação.
Para Murilo Ferreira, presidente da Vale, a iniciativa contribuirá para a meta voluntária da Vale de reduzir suas emissões de CO2 em 5% até 2015.
O executivo destacou ainda a importância social do empreendimento, já que 25% da produção de palma virá de plantações da agricultura familiar. "Estamos buscando financiamento para a produção de 2.000 mil famílias."
Segundo Ferreira, essas famílias vão ampliar sua renda mensal de cerca de R$ 400 para até R$ 2.000.
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