Uruguai: condução colegiada do Mercosul não está prevista

Uruguai rechaçou a proposta feita pelo ministro das relações Exteriores do Brasil, José Serra, para criar um "conselho informal de embaixadores" para gerir o Mercosul, que atuaria até dezembro, quando a Argentina assume a presidência do bloco no lugar pro tempore da Venezuela; segundo o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, "Não está prevista (a condução colegiada), e se estivesse, necessitaríamos de consenso"; "Não há nenhuma precondição para assumir a presidência. Há um vazio jurídico", destacou

Uruguai rechaçou a proposta feita pelo ministro das relações Exteriores do Brasil, José Serra, para criar um "conselho informal de embaixadores" para gerir o Mercosul, que atuaria até dezembro, quando a Argentina assume a presidência do bloco no lugar pro tempore da Venezuela; segundo o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, "Não está prevista (a condução colegiada), e se estivesse, necessitaríamos de consenso"; "Não há nenhuma precondição para assumir a presidência. Há um vazio jurídico", destacou
Uruguai rechaçou a proposta feita pelo ministro das relações Exteriores do Brasil, José Serra, para criar um "conselho informal de embaixadores" para gerir o Mercosul, que atuaria até dezembro, quando a Argentina assume a presidência do bloco no lugar pro tempore da Venezuela; segundo o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, "Não está prevista (a condução colegiada), e se estivesse, necessitaríamos de consenso"; "Não há nenhuma precondição para assumir a presidência. Há um vazio jurídico", destacou (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O Uruguai rechaçou a proposta feita pelo ministro das relações Exteriores do Brasil, José Serra, para criar um "conselho informal de embaixadores" para gerir o Mercosul, que atuaria até dezembro, quando a Argentina assume a presidência do bloco no lugar pro tempore da Venezuela. Segundo o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, a condução colegiada "não está prevista em nenhum lugar" e "além disso, a Venezuela não vai aceitar". "Não está prevista (a condução colegiada), e se estivesse, necessitaríamos de consenso", disse Novoa ao jornal El país.

Em julho, o mandato do Uruguai terminou mas a presidência do bloco não foi repassada à Venezuela em função de divergência entre o Estados-membros do bloco econômico.

A Venezuela, porém, anunciou que iria assumir o comando semestral do Mercosul apesar de não ter realizado nenhum ato, como uma reunião de cúpula, para cumprir o protocolo de transferência. A Venezuela vem sendo fortemente criticada em razão da crise política e econômica pela qual passa atualmente. "Não há nenhuma precondição para assumir a presidência. Há um vazio jurídico", destacou Novoa.

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