Um ataque injusto
O ciclo de Guido Mantega à frente da economia brasileira foi o mais bem-sucedido da história recente
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No fim de 2008, quando a economia americana era devastada pela crise financeira internacional e suas autoridades não pareciam saber o que fazer para enfrentar a tempestade, o então presidente George W. Bush apareceu de surpresa numa reunião do G20, que corria paralela a um encontro do Fundo Monetário Internacional. Na imagem, um Bush abatido aparecia ao lado de um Guido Mantega altivo e sorridente. Naquele momento, o ministro da Fazenda ganhou o apelido de "Forrest Guido". Assim como Forrest Gump, Guido Mantega era o cara que parecia ter seu destino sempre soprado pela sorte.
Ministro acidental, que chegou ao cargo após a primeira onde de escândalos contra Antonio Palocci, Mantega nunca se preocupou em ser um queridinho dos mercados financeiros. E isso talvez explique o ataque especulativo que sofre agora – e que não teria sido possível em nenhum momento anterior dos seis anos e meio em que está à frente do Ministério da Fazenda. O motivo é bem simples: os números deste ciclo são extremamente positivos.
No tocante ao crescimento, a era Guido entregou uma expansão média de 4,2% ao ano. A inflação manteve-se dentro da meta – um pouco acima do centro, mas dentro. A dívida interna caiu de 60% para 35% do PIB. E as reservas internacionais foram do chão a praticamente US$ 300 bilhões. Mas nada foi tão importante como o desemprego, que caiu de 10,4%, em abril de 2006, quando ele assumiu, para 5,3% em outubro último, segundo o IBGE.
Nas últimas semanas, no entanto, Guido passou a ser tratado com desprezo e como motivo de piada, em razão do crescimento de 0,6% no último trimestre. No entanto, há economistas sérios, como Chico Lopes, da Macrométrica e ex-presidente do Banco Central, que apontam um possível erro do IBGE no cálculo.
Ainda que o dado seja verdadeiro, a situação brasileira é muito distinta da enfrentada em crises anteriores. Se o momento atual pode mesmo ser definido como "crise", a sensação térmica ainda é de crescimento. Bem diferente do que acontece em outros países, especialmente na Europa.
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