Trabalhadores protestam contra venda da BR Distribuidora
Trabalhadores da Petrobras Distribuidora fizeram um abraço simbólico no edifício sede da subsidiária, no Rio, para protestar contra a proposta da Petrobras da venda de parte do capital da subsidiária da estatal; "Uma empresa que está nos 27 estados da federação e que propicia ganho financeiro e um lucro muito maior para a Petrobras, por agregar valor, do que outras petroleiras de várias parte do mundo que venderam seus ativos tem que ser preservada", disse a presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Lígia Deslandes; manifestação reuniu cerca de 300 pessoas segundo os organizadores
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Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil
Com o apoio de entidades sindicais, trabalhadores da Petrobras Distribuidora (BR) fizeram hoje (24) um abraço simbólico no edifício sede da subsidiária, no Rio, para protestar contra a proposta da Petrobras da venda de parte do capital da subsidiária da estatal. Segundo os organizadores, o ato envolveu cerca de 300 funcionários da empresa.
A presidente do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro, Lígia Deslandes, disse que o objetivo é sensibilizar a Petrobras para que "reveja a sua posição e mantenha as ações da empresa em poder dos brasileiros. "A venda de ativos é uma forma dissimulada de privatizar a subsidiária", afirmou.
As manifestações contra a venda de parte das ações da BR tiveram início logo no início da manhã, quando os petroleiros iniciaram o ato na porta da Fábrica de Lubrificante da BR, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com o sindicato, também ocorreram protestos nas instalações da empresa em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Amazonas. A data de hoje foi escolhida para ocorrer no mesmo dia da reunião do Conselho de Administração da BR que vai deliberar sobre questões estratégicas envolvendo a empresa.
Ao protestar contra a venda de parte das ações da BR, a presidente do Sintramico lembrou a função social da BR, presente com seus pontos de distribuição em todos os estados da federação. "Uma empresa que está nos 27 estados da federação e que propicia ganho financeiro e um lucro muito maior para a Petrobras, por agregar valor, do que outras petroleiras de várias parte do mundo que venderam seus ativos tem que ser preservada".
"E além de propiciar ganho de escala, há toda a questão de logística de distribuição, que atende a todas as regiões do país. E Manaus, por exemplo, a BR responde por 50% dos impostos recolhidos. Ela está presente onde seguramente outras empresas não estarão pela menor lucratividade da operação", disse.
A manifestação foi organizada pelo Sindicato das Empresas de Distribuição de Combustíveis do Estado do Rio de Janeiro (Sintramico-RJ), a pedido dos próprios funcionários, e contou com o apoio do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), da Federação Única dos Petroleiros (FUP), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais e partidários como a Frente Brasil Popular FBP) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).
Procurada pela Agência Brasil, a BR Distribuidora disse que não iria se pronunciar sobre o assunto.
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