Trabalhadores da Volkswagen aceitam corte de salários

Metalúrgicos da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) do governo federal que prevê a redução de salários e da jornada de trabalho de maneira a manter o nível de emprego; unidade industrial da montadora emprega cerca de 12 trabalhadores; funcionários aceitaram redução de jornada de trabalho em 20% por um período de seis meses, prorrogáveis por mais seis, além do corte de 10% nos salários

Metalúrgicos da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) do governo federal que prevê a redução de salários e da jornada de trabalho de maneira a manter o nível de emprego; unidade industrial da montadora emprega cerca de 12 trabalhadores; funcionários aceitaram redução de jornada de trabalho em 20% por um período de seis meses, prorrogáveis por mais seis, além do corte de 10% nos salários
Metalúrgicos da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) aprovaram a adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) do governo federal que prevê a redução de salários e da jornada de trabalho de maneira a manter o nível de emprego; unidade industrial da montadora emprega cerca de 12 trabalhadores; funcionários aceitaram redução de jornada de trabalho em 20% por um período de seis meses, prorrogáveis por mais seis, além do corte de 10% nos salários (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Metalúrgicos da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP) aceitaram adesão ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE) lançado pelo governo federal e que prevê corte de salários e jornada de trabalho, informou o sindicato local nesta sexta-feira.

 A adesão da fábrica que emprega cerca de 12 mil trabalhadores ao esquema representa um impulso às tentativas do setor e do governo federal de evitar demissões em massa em um momento em que as vendas de veículos no país são as piores em cerca de 10 anos. Anteriormente, a fábrica de ônibus e caminhões da Mercedes-Benz já havia aderido ao PPE.

Os trabalhadores da Volkswagen aceitaram redução de jornada de trabalho em 20 por cento durante seis meses, prorrogáveis por mais seis, e corte de 10 por cento nos salários. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) vai bancar os vencimentos de parcela de 10 por cento dos salários dos trabalhadores no PPE, informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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A Volkswagen afirmou por meio de nota curta apenas que vai solicitar ao governo federal a adesão da fábrica do ABC ao PPE.

Segundo o sindicato, a negociação realizada com a montadora incluiu ainda dois itens que não são assegurados pelo PPE. Um deles é a não incidência de redução salarial nas férias e décimo terceiro salário. O outro é a garantia de complementação, por parte da empresa, quando a compensação máxima paga pelo governo – que é de 900,24 reais - não atingir a redução salarial do trabalhador.

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"Desta forma estamos assegurando que, de fato, nenhum trabalhador terá uma redução salarial maior do que 10 por cento", disse Wagner Santana, secretário geral do sindicato.

A entidade afirmou ainda que 850 trabalhadores de 2.600 que estavam com contratos de trabalho suspensos (layoff) retornarão à fábrica em 1o de novembro. O restante cumprirá o tempo previsto, retornando à fábrica no início de janeiro.

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O acordo foi alcançado apesar de os trabalhadores terem assinado anteriormente acordo coletivo com a montadora que previa estabilidade de emprego na unidade até 2019, mas a manutenção valeria apenas sob nível mínimo de produção de 250 mil veículos por ano. "A produção vem caindo e devemos terminar o ano abaixo dos níveis que estavam previstos no acordo", disse Santana.

A fábrica da Volkswagen em São Bernardo produz os modelos Gol, Saveiro e Jetta. De janeiro a agosto, as vendas de carros da Volkswagen no Brasil, que também tem fábrica no Paraná e em Taubaté (SP), acumulam queda de 34 por cento. Já as vendas de comerciais leves somam baixa de 21 por cento, segundo dados da associação de montadoras Anfavea.

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(Por Alberto Alerigi Jr.)

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