Tombo de Eike deu prejuízo de R$ 7,9 bilhões a bancos

Instituições mais prejudicadas foram o Itaú Unibanco e o BTG, de André Esteves, que enterraram, respectivamente, R$ 2,6 bilhões e R$ 919 bilhões em projetos fracassados; volume da dívida com os bancos brasileiros representa 27% do prejuízo de R$ 29,2 bilhões provocado pelo ex-bilionário na praça; os bancos esperam recuperar parte do dinheiro viabilizando alguns projetos e vêm provisionando perdas

Instituições mais prejudicadas foram o Itaú Unibanco e o BTG, de André Esteves, que enterraram, respectivamente, R$ 2,6 bilhões e R$ 919 bilhões em projetos fracassados; volume da dívida com os bancos brasileiros representa 27% do prejuízo de R$ 29,2 bilhões provocado pelo ex-bilionário na praça; os bancos esperam recuperar parte do dinheiro viabilizando alguns projetos e vêm provisionando perdas
Instituições mais prejudicadas foram o Itaú Unibanco e o BTG, de André Esteves, que enterraram, respectivamente, R$ 2,6 bilhões e R$ 919 bilhões em projetos fracassados; volume da dívida com os bancos brasileiros representa 27% do prejuízo de R$ 29,2 bilhões provocado pelo ex-bilionário na praça; os bancos esperam recuperar parte do dinheiro viabilizando alguns projetos e vêm provisionando perdas (Foto: Realle Palazzo-Martini)


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247 - O rombo financeiro de R$ 29,2 bilhões provocado pela derrocada espetacular de Eike Batisa (sem contar a desvalorização das ações de suas empresas) gerou um prejuízo de R$ 7,9 bilhões aos bancos, que financiaram vários dos projetos do investidor. As instituições mais afetadas são o Itaú Unibanco e o BTG, de André Esteves, que enterraram, respectivamente, R$ 2,6 bilhões e R$ 919 bilhões em projetos fracassados.

O Itaú Unibanco, maior prejudicado, emprestou R$ 1,7 bilhão para a EBX e outros R$ 900 milhões estão na recuperação judicial da termelétrica Eneva, antiga MPX. O dinheiro de Esteves também foi desperdiçado na Eneva. O levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo em balanços das empresas revela outros brancos prejudicados, como Caixa, Santander, Bradesco e Votorantim.

O cálculo considera pedidos de recuperação judicial de quatro empresas (OGX, OSX, Eneva e MMX) e as dívidas da holding EBX.

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Os bancos esperam recuperar parte do dinheiro viabilizando alguns projetos. Também vêm provisionando perdas.

Os bancos brasileiros estavam relativamente tranquilos com a quebradeira de Eike. Eles escaparam do rombo da petroleira OGX, que se financiou no mercado internacional de títulos. Mas aí veio uma surpresa: a recuperação judicial da Eneva. As usinas não entregaram a energia contratada e os prejuízos se avolumaram. A empresa pediu recuperação judicial, com uma dívida de R$ 2,3 bilhões.

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