Tombini promete que não deixará inflação escapar em 2013

Durante audiência da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Tombini disse ainda que a fiscalização da autoridade monetária em instituições financeiras é intensa e que a situação do Banco Cruzeiro do Sul é um caso isolado: "Banco Central não faz papel de avestruz"

Tombini promete que não deixará inflação escapar em 2013
Tombini promete que não deixará inflação escapar em 2013 (Foto: José Cruz/Agência Senado)


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Agência Brasil – A inflação convergirá para o centro da meta de 4,5% este ano e não irá escapar para níveis mais elevados em 2013, disse hoje (12) o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

"Certamente, no ano que vem não deixaremos escapar para níveis mais elevados", disse em resposta a questionamento de um senador que citou o boletim Focus, do BC, feita com analistas do mercado financeiro sobre indicadores econômicos.

De acordo com essas expectativas do mercado financeiro, a estimativa para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, caiu pela quarta semana seguida e ficou em 5,03%. Em 2013, os analistas esperam que o IPCA fique em 5,6%, estimativa mantida há três semanas.

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Caso isolado

Tombini disse ainda que a fiscalização da autoridade monetária em instituições financeiras é intensa e que a situação do Banco Cruzeiro do Sul é um caso isolado. No dia 4, o BC determinou intervenção no Cruzeiro do Sul em decorrência do “descumprimento de normas aplicáveis ao sistema financeiro e da verificação de insubsistência em itens do ativo”.

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“A nossa fiscalização está atuando de forma intensa. O Banco Central não faz papel de avestruz. Identificado o problema, atua”, assegurou Tombini. Ele reconheceu que pode ocorrer o descumprimento de normas em instituições em operação no país, mas quando há indícios de crimes, são apresentadas denúncias ao Ministério Público.

Tombini informou que há, atualmente, no Brasil, 128 bancos pequenos e médios, que representam 17% dos ativos totais do sistema financeiro, 13,4% do crédito total e 15% dos depósitos. Tombini voltou a afirmar que esses bancos são sólidos. Segundo ele, os bancos pequenos e médios têm índice de capital próprio (Índice de Basileia) de 17%, acima das demais instituições (16%). No Brasil, os bancos devem ter, pelo menos, 11% de capital próprio para minimizar riscos.

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Na audiência, Tombini teve que responder a perguntas sobre a situação do banco espanhol Santander. Tombini disse que bancos estrangeiros só operam no Brasil por meio de subsidiárias integrais, com adequação às regras locais. De acordo com Tombini, isso traz segurança para o país, mesmo que a instituição enfrente problemas no exterior. Afetado pela crise da dívida da Espanha, o Santander teve ontem (11) sua nota rebaixada pela agência de classificação de risco Fitch.

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