Tombini: não há risco de contágio argentino

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vê poucos motivos para preocupação na recente desvalorização do real e no rápido enfraquecimento do peso argentino, de acordo com o jornal Financial Times; "A resposta brasileira tem sido bastante clássica – aperto da política, uso de reservas internacionais como proteção", disse Tombini, acrescentando que não enfrenta pressão política para evitar elevação dos juros; "Nós certamente ajustaremos a política de novo se necessário"

Brazilian central bank chief Alexandre Tombini reacts during for a public hearing on the Economic Affairs Committee at the Brazilian Federal Senate in Brasilia December 10, 2013. The sooner the U.S. Federal Reserve starts to scale back its massive economi
Brazilian central bank chief Alexandre Tombini reacts during for a public hearing on the Economic Affairs Committee at the Brazilian Federal Senate in Brasilia December 10, 2013. The sooner the U.S. Federal Reserve starts to scale back its massive economi (Foto: Leonardo Attuch)


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SÃO PAULO, 28 Jan (Reuters) - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vê poucos motivos para preocupação na recente desvalorização do real e no rápido enfraquecimento do peso argentino, de acordo com o jornal Financial Times.

"Ajustes relativos de preços não devem ser confundidos com fragilidade", disse Tombini segundo o jornal, referindo-se à desvalorização de 13 por cento do real no ano passado.

Para Tombini, o ajuste é parte da normalização das taxas de juros globais, o que reflete uma recuperação do crescimento econômico global e é positivo no longo prazo para os mercados emergentes, de acordo com a matéria.

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Por enquanto, entretanto, elevar as taxas de juros em mercados desenvolvidos seria como um "aspirador de pó" sugando o dinheiro dos mercados emergentes e exigindo taxas de juros domésticas mais altas, disse Tombini ao jornal.

"A resposta brasileira tem sido bastante clássica --aperto da política, uso de reservas internacionais como proteção", disse Tombini, acrescentando que não enfrenta pressão política para evitar elevação dos juros. "Nós certamente ajustaremos a política de novo se necessário."

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Tombini também não demonstrou preocupação com o impacto no Brasil da rápida desvalorização do peso argentino nos últimos dias, citando a presença relativamente baixa do país vizinho nos mercados financeiros.

"Se isso deixa a Argentina mais confortável com seu nível cambial mais competitivo, também deve estar menos pronta para usar barreiras não-tarifárias", completou.

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(Por Asher Levine)

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