Tombini: Não há limite para alta de juros
Presidente do Banco Central garante que fará o que for necessário para combater, "sem alívio nem trégua", a inflação; mesmo que isso signifique uma taxa Selic de dois dígitos; O objetivo, com o manuseio dos juros, é encerrar o ano com uma variação do IPCA menor do que os 5,84% de 2012 e, para 2014, entregar uma inflação abaixo da deste ano
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247 – Após subir a taxa Selic ao patamar de 8%, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, garante que fará o que for necessário para combater, "sem alívio nem trégua", a inflação.
Em entrevista ao Valor, ele diz que o objetivo, com o manuseio dos juros, é encerrar o ano com uma variação do IPCA menor do que os 5,84% de 2012 e, para 2014, entregar uma inflação abaixo da deste ano. Neste mês, o IPCA chegará à casa dos 6,7% a 6,8% e, a partir daí, a taxa acumulada em doze meses começará a ceder, afirma.
Tombini descartou que haja limites previamente acertados à ação do BC, como, por exemplo, o de não elevar a taxa Selic a dois dígitos. "Não tenho limite", afirma.
O presidente do BC adiantou que poderá usar todos os meios para conter a volatilidade cambial e para evitar disfunções no mercado. Uma possibilidade é ofertar linhas de crédito em dólar como uma transição até que as concessões e os leilões do campo de Libra, do pré-sal, marcadas para outubro, reforcem o ingresso de recursos.
O país, diz ele, está preparado para enfrentar os efeitos da redução dos estímulos monetários pelo Federal Reserve. "Do ponto de vista da estabilidade sistêmica, estamos bem. Temos US$ 375 bilhões em reservas e mais de R$ 400 bilhões em depósitos compulsórios", não há empresas locais aplicadas em derivativos tóxicos como em 2008 e quase não há fluxo de recursos externos de curto prazo.
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