Tombini: inflação passa 1º semestre pressionada

Segundo o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a situação não é confortável e o tema preocupa o BC no curto prazo, porque a inflação está se mostrando resistente, mas que não é o caso de descontrole

Tombini: inflação passa 1º semestre pressionada
Tombini: inflação passa 1º semestre pressionada (Foto: Antonio Cruz/ABr)


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247 - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, não faz uma análise muito otimista da inflação para o primeiro semestre do ano. Em entrevista à colunista Miriam Leitão, ele "disse que a situação não é confortável, que o tema preocupa o BC no curto prazo, porque a inflação está mostrando resiliência, ou seja, está resistente, mas que não é o caso de descontrole". Leia mais em texto do blog de Miriam Leitão:

Tombini: inflação vai ficar pressionada no 1º semestre

O IPCA acelerou em janeiro para 0,86%, mesmo com a energia elétrica, que teve redução, puxando para baixo. Em 12 meses, está em 6,15%. Hoje, eu conversei sobre inflação com o presidente do BC, Alexandre Tombini, que fez uma análise muito realista do problema.

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Ele disse que a situação não é confortável, que o tema preocupa o BC no curto prazo, porque a inflação está mostrando resiliência, ou seja, está resistente, mas que não é o caso de descontrole. Segundo Tombini, ela vai ficar pressionada no primeiro semestre, em torno de 6% no acumulado em 12 meses. E que esse dado de janeiro deve ser o pior índice mensal do ano. Daqui para frente, os números serão menores. Tombini afirmou também que a de fevereiro deve ser a metade da de janeiro, por ter o efeito ainda da queda da energia, que vai compensar a alta dos combustíveis e da educação.

Eu perguntei para ele se o IPCA em 12 meses deve estourar o teto da meta. O presidente do BC afirmou que a maioria das previsões indica que não, mas que a autoridade monetária ficará atenta. Em seguida, perguntei se isso significa mudança na política monetária, mas ele não quis comentar o assunto, insistiu que o BC está atento e preocupado com o índice de inflação.

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Ele acha que este ano há pontos positivos: a inflação de serviços, por exemplo, não deve ficar tão alta. No ano passado, teve o efeito do salário mínimo. Além disso, o câmbio, em 2012, teve desvalorização do vale ao pico de 20%, 9% nominal. E isso não vai acontecer de novo. Outra razão: o Brasil está colhendo uma boa safra e não há temor de que haja outro choque de preços, como no ano passado. Por tudo isso, ele acha que o IPCA vai ceder no segundo semestre, mas no primeiro, permanecerá alto.

O presidente do BC está querendo passar o recado de que está atento. Mas há vários riscos. A forte seca que ocorreu no ano passado nos EUA não deve se repetir, mas qualquer frustração de safra pressiona os preços, porque os estoques estão baixos. No ano passado, a safra de grãos foi baixa nos EUA. A expectativa do governo é que a salvação da lavoura no segundo semestre virá dela mesma; porém, se não salvar, a inflação não baixará. Pode ser que a inflação de serviços recue, mas está acima do teto da meta há muito tempo.

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Tem analista achando que a inflação poderá estourar o teto da meta no primeiro semestre. Tombini não admite isso. O BC está prevendo que o IPCA terminará 2013 menor do que em 2012. Ou seja, vai piorar primeiro, antes de melhorar. Esse é o recado. O presidente do BC admitiu que está preocupado, atento, não acha a situação confortável e vai ficar acompanhando o tema.

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