Tombini: alta do dólar tem pouco impacto na inflação
Presidente do BC diz que desvalorização de moedas é um movimento global comparável a vários países em desenvolvimento e que preços no País estão menos suscetíveis ao câmbio; ele, no entanto, não descartou novas intervenções da instituição para controlar excesso de volatilidade
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247 - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, não parece preocupado com a valorização do dólar, que atingiu o maior patamar em quatro anos na sexta-feira passada, dia 31 de maio.
"A subida do dólar é um movimento global, não é um tema específico do Brasil. A alta vista no Brasil é semelhante e comparável ao movimento registrado em outros países", disse Tombini neste domingo, dia 2 de junho, após participar de seminário organizado pelo BC da Turquia.
Sobre o impacto da alta na inflação brasileira, Tombini seguiu nessa minha “tranquila”. "O repasse da alta do dólar para a economia brasileira é limitado e caiu ao longo do tempo", disse. O presidente do BC não quis comentar sobre a alta de preços que começa a ser vista em alguns setores da economia, como nos aparelhos eletrônicos - segmento com alta porcentagem de peças importadas.
Ele não descartou, no entanto, novas intervenções do BC. "Se há excesso de volatilidade e o mercado está disfuncional, o BC atua", disse.
Na sexta passada, a instituição atuou com operação que equivale à venda de dólares no mercado futuro, mas a estratégia não impediu a subida da moeda para R$ 2,147. O dólar futuro para julho fechou a sexta-feira em R$ 2,155.
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