Tombini acalma mercado e dólar opera em baixa
Após subir com força e passar a marca de R$ 4,24 nesta quinta-feira, o dólar perdeu força e começou a cair; às 16h07, moeda norte-americana tinha queda de 2,10%, a R$ 4,0590; na máxima da sessão, chegou a saltar para R$ 4,2491 e, na mínima, foi a R$ 4,0577; presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, deu declarações de que poderão ser feito leilões de dólares no mercado à vista; Tombini não descartou o uso das reservas internacionais para conter a volatilidade no câmbio; "Todos os instrumentos à disposição do Banco Central estão no raio de ação caso seja necessário à frente"
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247 com Infomoney - Após subir com força e passar a marca de R$ 4,24 nesta quinta-feira (24), renovando a máxima da história, o dólar virou e passou a cair. No início da tarde, no entanto, mudou de rumo e passou a cair.
Às 16h07, o dólar tinha queda de 2,10%, a R$ 4,0590. Na máxima da sessão, chegou a saltar para R$ 4,2491 e, na mínima, foi a R$ 4,0577, segundo a Reuters.
A moeda perdeu força e passou a cair depois de declarações do presidente do BC, Alexandre Tombini, que sugeriu que poderão ser feito leilões de dólares no mercado à vista. Questionado sobre o possível uso das reservas internacionais no câmbio, Tombini disse que "todos os instrumentos à disposição do Banco Central estão no raio de ação caso seja necessário à frente".
Segundo Ari Santos, trader da H. Commcor, o mercado enfrenta um dia de forte volatilidade causada pela aversão a risco. Para ele, são tantas notícias conflitantes que o investidor passa o dia sem saber se compra ou se vende. "Continuam os receios de rebaixamento por alguma agência de classificação de risco, o BC reduziu a previsão para PIB (Produto Interno Bruto), o nível de emprego piorou, as votações não foram concretizadas, apesar de se ver um avanço na questão dos vetos e não se sabe se terá impeachment. Então você não tem mais parâmetro no mercado", explica.
No RTI divulgado hoje, o BC mostrou que vê o cenário recessivo mais do que compensando impacto do câmbio na inflação. O BC elevou a previsão de IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ao fim de 2016 de 4,8% para 5,3% no cenário de referência do RTI e vê IPCA em 4% no terceiro trimestre de 2017. O BC ainda vê convergência da inflação em 2016 apesar da deterioração agravada pelo downgrade, mas o documento cita preocupação maior do investidor com perspectiva fiscal.
Entre os indicadores brasileiros, também foi divulgada agora às 9h a PME (Pesquisa Mensal do Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostrou um leve avanço da taxa de desemprego de 7,5% em julho para 7,6% em agosto deste ano. Em relação a agosto de 2014, a alta foi de 2,6%. Segundo a pesquisa Bloomberg, a mediana das expectativas dos economistas era de que a desocupação fosse para 7,7%.
Destaques de ações
As ações da Vale (VALE3, R$ 18,76, -0,74%; VALE5, R$ 14,87, -0,34%) registram mais um dia de queda, seguindo o cenário de maior aversão ao risco do mercado brasileiro e também em meio às preocupações com a economia chinesa. As preocupações de que um eventual aperto da política monetária dos Estados Unidos e a desaceleração do crescimento da China possam afetar a economia global assustaram os investidores, particularmente aqueles que investiram em ações e commodities.
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