Tijolaço: o governo vive de esperanças que nem ele tem

Até o Michelzinho, com os seus sete anos, sabe que o Brasil não está em nenhuma “rota de crescimento” e que os números de dezembro voltarão a ser negativos; leia artigo de Fernando Brito, editor do Tijolaço

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva no ministério (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista coletiva no ministério (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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POR , editor do Tijolaço

É inacreditável a capacidade do governo Temer de apresentar algum tipo de linha de comunicação com um mínimo de credibilidade.

A imagem abaixo foi tirada hoje da página do Planalto, à qual acrescentei a charge do Jota A, no O Dia de hoje.

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Até o Michelzinho, com os seus sete anos, sabe que o Brasil não está em nenhuma “rota de crescimento” e que os números de dezembro voltarão a ser negativos.

O primeiro indicador de dezembro para a a economia, o  Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas, teve um tombo de dez pontos em relação a novembro, passando de  126,4 para 136,4 (números acima de 100 são pessimismo).

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Os números da arrecadação que circulam internamente no Governo para o mês que passou são desanimadores e levaram à correria dos últimos dias do ano para lançar o pacite de medidas microeconômicas.

O número de R$ 172 bilhões de perda de receita nos últimos dois anos divulgado hoje pelo Estadão são pouco, perto do diagnóstico sobre o que vem por aí. A reportagem diz que a previsão orçamentária embute um crescimento nominal de 9,7 % mas receitas e real (deflacionado) de 4.7%.  Se o crescimento nominal for algo  acima de zero – o que será uma festa – isso significa que o déficit de R$ 137 bilhões previsto para 2017 já começará “estourando” em janeiro.

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Este ano, sem a conta dos R$ 55 bilhões do pagamento das ditas “pedaladas” de 2015, a conta é direta: previu tanto, arrecadou quanto, está ou não dentro do “rombo” previsto.

E dificilmente, é quase impossível sem aumento de carga tributária, estará.

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