Tesouro resgata R$ 2 bi do BNDES para superávit

Operação será retroativa a fevereiro, o que permitirá que os recursos sejam registrados como receita e aumentem o superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – do segundo mês do ano; somente no fim de março, o Tesouro Nacional divulgará os resultados de fevereiro

Operação será retroativa a fevereiro, o que permitirá que os recursos sejam registrados como receita e aumentem o superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – do segundo mês do ano; somente no fim de março, o Tesouro Nacional divulgará os resultados de fevereiro
Operação será retroativa a fevereiro, o que permitirá que os recursos sejam registrados como receita e aumentem o superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – do segundo mês do ano; somente no fim de março, o Tesouro Nacional divulgará os resultados de fevereiro (Foto: Roberta Namour)


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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
O Tesouro Nacional poderá usar R$ 2 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para reforçar o caixa em fevereiro. Portaria publicada hoje (6), no Diário Oficial da União, autoriza o resgate da quantia em títulos públicos em poder do banco de fomento.

A operação será retroativa a fevereiro, o que permitirá que os recursos sejam registrados como receita e aumentem o superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – do segundo mês do ano. Somente no fim de março, o Tesouro Nacional divulgará os resultados de fevereiro.

De acordo com o texto da portaria, os R$ 2 bilhões em títulos públicos serão resgatados como antecipação de lucros. No entanto, o Tesouro Nacional informou que a operação está vinculada ao repasse de parte do lucro de R$ 8,15 bilhões, obtido pelo banco no ano passado. Parcela dos lucros que as empresas repassam aos acionistas - os dividendos, no caso das estatais - são transferidos ao Tesouro, que é o maior acionista desse tipo de empresa.

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No ano passado, o Tesouro recebeu R$ 17,141 bilhões em dividendos de empresas estatais. Do total, o BNDES contribuiu com a maior parte, R$ 6,999 bilhões – 40,8% do total. Para 2014, o governo prevê receber R$ 24 bilhões em dividendos de estatais.

Neste ano, a meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) corresponde a R$ 80,8 bilhões. Os estados e municípios terão de economizar mais R$ 18,2 bilhões, totalizando R$ 99 bilhões. Em janeiro, o esforço fiscal totalizou R$ 12,954 bilhões, 34% a menos que no mesmo mês do ano passado.

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