Temer quer reduzir jornada mínima e pagamento de direitos trabalhistas

Reforma trabalhista em construção pelo governo Temer proporá uma redução da jornada mínima obrigatória pela CLT; ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ainda que os pagamentos dos direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos proporcionalmente ao estipulado em contrato; segundo ele, a intenção é respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de trabalho"

Reforma trabalhista em construção pelo governo Temer proporá uma redução da jornada mínima obrigatória pela CLT; ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ainda que os pagamentos dos direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos proporcionalmente ao estipulado em contrato; segundo ele, a intenção é respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de trabalho"
Reforma trabalhista em construção pelo governo Temer proporá uma redução da jornada mínima obrigatória pela CLT; ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse ainda que os pagamentos dos direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos proporcionalmente ao estipulado em contrato; segundo ele, a intenção é respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de trabalho" (Foto: Paulo Emílio)


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Infomoney - A reforma trabalhista em construção pelo governo Temer proporá uma redução da jornada mínima obrigatória pela CLT. A mudança será efetivada através da assinatura de contratos atrelados ao número de horas trabalhadas, negociadas via sindicatos.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que os pagamentos dos direitos trabalhistas, como férias e décimo terceiro, também serão reduzidos proporcionalmente ao estipulado em contrato.

Segundo ele, a intenção é respeitar acordos acertados "pela respectiva categoria na negociação coletiva", levando em conta "questões sazonais do mercado de trabalho".

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Conforme noticiado anteriormente, Temer prevê a criação de dois novos tipos de contratos de trabalho. O parcial, que definiria datas e horários para o trabalho previamente, e o intermitente, onde o trabalhador seria chamado sob demanda para serviços específicos.

O texto da reforma, que deve ser enviado ao Congresso até dezembro, também prevê a criação de um conselho autorregulador para os sindicatos, cujos integrantes seriam representantes tanto do governo quanto da classe trabalhista. Segundo O Globo, o objetivo é fixar uma unidade sindical por base territorial.

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Com este formato, a proposta pode sofrer críticas tanto pelo lado dos trabalhadores, que pressionam contra a perda de direitos, como por empresários, que querem ainda mais flexibilização.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviou 12 propostas trabalhistas ao governo, entre elas o pedido para que negociações pessoais entre empresa e funcionário se sobreponham à lei em determinados casos e a regulamentação da terceirização.

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Pela legislação atual, só se permite jornadas menores que 44 horas semanais em contratos temporários de três meses ou em contratações parciais de 25 horas semanais. A segunda opção não é muito popular entre os empresários, que a consideram muito engessada.

O planalto afirma que a proposta de reforma visa a criação de novos empregos, tendo em vista que dados da Pnad Contínua em julho mostraram que o trimestre teve maior taxa de desemprego da série histórica, iniciada em 2012. No segundo trimestre, a taxa chegou a 11,3%.

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