Temer praticamente zera investimentos federais

Os investimentos do governo federal continuam em queda livre e atingiram pífios 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, segundo dados do Tesouro Nacional; no ano passado, os investimentos da União recuaram a 0,9% do PIB , nível registrado em 2008, início da crise econômica mundial, e continuaram em queda de janeiro e agosto deste ano em relação a igual período de 2015

Tóquio - Japão 18/10/2016. Presidente Michel Temer durante Coletiva à imprensa Brasileira. Foto: Beto Barata/PR.
Tóquio - Japão 18/10/2016. Presidente Michel Temer durante Coletiva à imprensa Brasileira. Foto: Beto Barata/PR. (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Os investimentos do governo federal continuam em queda livre e atingiram pífios 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, segundo dados do Tesouro Nacional publicados em reportagem do Valor. No ano passado, os investimentos da União  recuaram a 0,9% do PIB - nível registrado em 2008, início da crise econômica mundial - e continuaram em queda de janeiro e agosto deste ano em relação a igual período de 2015.

"Nesses oito meses, os investimentos totais do governo federal totalizaram R$ 34,269 bilhões, 0,54% do PIB estimado para 2016. No mesmo período do ano passado, essas despesas foram maiores - R$ 36,269 bilhões, 0,61% do PIB. Em 2014, os investimentos chegaram a 1,4% do PIB, ante 1,2% do PIB em 2013.

No Ministério das Cidades, que comanda o programa Minha Casa, Minha Vida, os investimentos caíram de R$ 9,429 bilhões, no período janeiro-agosto de 2015, para R$ 5,347 bilhões neste ano. Proporcionalmente ao PIB, o recuo foi de 0,159% para 0,085%. No Ministério da Integração Nacional, os investimentos também apresentam queda, de R$ 2,473 bilhões (0,045 do PIB) para R$ 2,105 bilhões (0,03%) no período. No Ministério dos Transportes, houve um quadro de estagnação, em 0,11% do PIB.

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O economista Raul Velloso calcula que, pelo conceito de investimento utilizado pelo IBGE, que desconsidera as transferências para Estados e municípios, os investimentos da União chegaram ao pico de 1,9% do PIB nos anos 70 e foram reduzidos a 0,5% do PIB em 2015.

"Os números mostram que há uma derrocada dos investimentos", disse o economista, que, embora seja favorável à PEC dos gastos, observou que, com a limitação do crescimento das despesas, os investimentos podem ser praticamente zerados, proporcionalmente ao PIB, nos próximos anos. "A taxa de crescimento potencial da economia cai. O PIB só cresce se houver investimentos por trás", afirmou Velloso."

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