Temer fez BNDES retroceder 20 anos

Com o Braisl sob o comando de Michel Temer, o BNDES deve desembolsar 13% menos em 2017, segundo o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro; as liberações devem ficar em torno de R$ 77 bilhões, refletindo o ainda modesto apetite por crédito dos empresários brasileiros; caso a projeção se confirme, será o menor patamar já atingido desde 1999, quando foram desembolsados R$ 68,2 bilhões, em valores atualizados

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876 (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve desembolsar 13% menos em 2017, segundo o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro. As liberações devem ficar em torno de R$ 77 bilhões, refletindo o ainda modesto apetite por crédito dos empresários brasileiros. Caso a projeção se confirme, será o menor patamar já atingido desde 1999, quando foram desembolsados R$ 68,2 bilhões, em valores atualizados. Embora Paulo Rabello estime que a demanda por recursos voltará a crescer em 2018, chegando a R$ 97 bilhões, economistas avaliam que é hora de repensar o papel do banco.

Num cenário de juro baixo, devolução de dinheiro ao Tesouro Nacional e menos espaço para crédito subsidiado — com a adoção, a partir de janeiro, de uma nova taxa para seus empréstimos — esses economistas afirmam que o BNDES deveria focar em projetos que tragam mais ganhos sociais que retorno econômico, como meio ambiente, saúde e inovação.

Até o fim de setembro, os desembolsos do banco somaram R$ 49,9 bilhões. Segundo Paulo Rabello, a marca de R$ 77 bilhões deve ser alcançada com a aceleração da demanda por capital de giro das micro, pequenas e médias empresas. Para o ano que vem, ele aposta no salto dos desembolsos, considerando crescimento de 3% do PIB.

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Desde sua crianção, em 1952, o BNDES passou por diversas fases. A partir de 2009, passou a irrigar a indústria nacional com crédito barato, para enfrentar a crise econômica global. Algo que só foi possível com a injeção de mais de R$ 400 milhões do Tesouro no banco. Uma fatura que, diante do desequilíbrio das contas públicas, está sendo cobrada pela União. O BNDES já devolveu R$ 178 bilhões ao governo federal e negocia devolver mais R$ 130 bilhões em 2018. A pressão sobre o caixa do banco contribuirá, na visão de especialistas, para o desenho de um BNDES menos arrojado daqui para frente.

As informações são de reportagem de Danielle Nogueira em O Globo.

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