Temer executa política fiscal expansionista

Uma análise dos números do governo de Michel Temer mostram que o presidente não pode ser acusado de ter agravado a recessão econômica do país com a execução de uma política ortodoxa de arrocho nos gastos; é justamente o inverso: dados preliminares sobre a execução orçamentária da União neste ano indicam uma política fiscal claramente expansionista; ou seja: as despesas do governo estão ajudando a aumentar a demanda agregada da economia

Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante reunião com líderes da Câmara e do Senado, no Palácio do Planalto. (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Uma análise dos números do governo de Michel Temer mostram que o presidente não pode ser acusado de ter agravado a recessão econômica do país com a execução de uma política ortodoxa de arrocho nos gastos. É justamente o inverso: dados preliminares sobre a execução orçamentária da União neste ano indicam uma política fiscal claramente expansionista. Dito de uma forma mais direta: as despesas do governo estão ajudando a aumentar a demanda agregada da economia, diz artigo de Ribamar Oliveira no Valor. 

"Há duas tentativas de explicação para a execução de uma política fiscal expansionista no primeiro ano do governo Temer. A primeira lembra a forma como Temer chegou ao poder, em meio a uma crise política de grande proporção, que resultou no afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao assumir, o novo presidente enfrentou grande rejeição de alguns setores da sociedade, registrando baixos índices de popularidade. Assim, ele não teria condições políticas de adotar um plano de austeridade.

A segunda explicação está relacionada à estratégia de enfrentamento da grave situação fiscal em que o país se encontra - a fixação de um teto para o gasto da União - definida pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Pela sistemática, a despesa de um ano é a mesma do ano anterior, corrigida apenas pela inflação. Como preparação para adotar essa regra, o governo teria aumentado os gastos em 2016, pois este será o ano-base para a despesa nos próximos dez anos."

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