Temer enviará reforma da Previdência ao Congresso até fim do ano

Michel Temer informou que está "decidido" a enviar o projeto da reforma da Previdência ao Congresso Nacional até o fim deste ano; de acordo com o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o conteúdo das mudanças nas regras da aposentadoria "está sendo estudado" pelo governo; o texto prevê idade mínima de 65 anos para a aposentadoria e mais tempo de contribuição, o que vem provocando reações de sindicalistas

Tóquio - Japão 18/10/2016. Presidente Michel Temer durante Coletiva à imprensa Brasileira. Foto: Beto Barata/PR.
Tóquio - Japão 18/10/2016. Presidente Michel Temer durante Coletiva à imprensa Brasileira. Foto: Beto Barata/PR. (Foto: Gisele Federicce)


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Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

O presidente Michel Temer informou que está "decidido" a enviar o projeto da reforma da Previdência ao Congresso Nacional até o fim deste ano. De acordo com o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o conteúdo das mudanças nas regras da aposentadoria "está sendo estudado" pelo governo.

Assim como havia dito na semana passada , Parola disse que a reforma só será encaminhada aos parlamentares após "amplo diálogo" com trabalhadores, empresários e lideranças políticas. "O presidente da República ressalta que decidido está que o projeto da reforma da Previdência será enviado ao Congresso ainda este ano", disse o porta-voz.

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Sobre o adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas escolas que estão ocupadas por estudantes, Parola disse que o Ministério da Educação está "preparado" para oferecer locais alternativos de provas. Nesta quinta-feira (3), a Justiça Federal no Ceará manteve a realização da prova no próximo final de semana para os demais estudantes, com exceção dos 191 mil jovens que fariam o exame em instituições ocupadas.

Segundo o porta-voz, os candidatos "terão seu direito de prestar o Enem prejudicado pelas ocupações". Ele informou que, para Temer, o diálogo e a busca de "pacificação nacional são pilares fundamentais de seu governo", e os setores de educação e saúde "são prioridades que não serão afetadas" pela proposta que limita o crescimento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

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Parola deu as declarações após o presidente participar de uma reunião sobre a tragédia ambiental ocorrida há um ano em Mariana (MG). O porta-voz respondeu também a questões enviadas por jornalistas sobre as denúncias de envolvimento do ministro das Relações Exteriores, José Serra, e do senador Romero Jucá na Operação Lava Jato.

De acordo com Parola, o governo não interfere nas investigações e respeita a independência e harmonia entre os Três Poderes. "É importante observar que os processos em curso têm ritos, exigências e prazos próprios ao longo dos quais se preserva a presunção de inocência de todo cidadão", disse o presidente, por meio de Parola.

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