Temendo inflação, Dilma deu apoio integral ao BC
Pesquisas internas de popularidade da presidente teriam mostrado uma queda de até dez pontos, o que a fez mudar tom de discurso e apoiar elevação da taxa de juros pela equipe de Alexandre Tombini, no Banco Central; avaliação dentro do governo é que, mesmo com economia crescendo pouco, situação de pleno emprego manterá situação sob controle, pavimentando caminho para a reeleição
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247 – O temor de uma inflação descontrolada fez com que a presidente Dilma Rousseff (PT) concordasse com as medidas mais recentes tomadas pelo Banco Central, principalmente, a elevação da taxa de juros, para combate a alta dos preços. A principal motivação para que Dilma apoiasse integralmente o BC foi o resultado de pesquisas internas que apontaram queda em sua popularidade de até dez pontos.
Segundo a Folha de S. Paulo, as sondagens mostraram esta declinação quando o avanço dos preços chegou à população, com a inflação elevada sendo simbolizada pelo tomate mais caro nos supermercados, tema exaustivamente utilizado pela grande mídia e pela oposição. Preocupada com o tema, Dilma mudou o tom de seus discursos contra o perigo da alta de preços. Em março, ela havia afirmado que não concordava com medidas econômicas anti-inflacionárias que "matavam o doente".
Com discurso regulado, recuo da inflação e alta dos juros, Dilma já recupera a popularidade perdida. Uma nova rodada de pesquisas, levada ao Planalto nas últimas semanas, diz a Folha, teria mostrado uma recuperação da popularidade da petista nesse tema, em alguns casos de até oito pontos percentuais.
Dentro do Governo, a avaliação é a de que mesmo com a situação econômica não tão positiva, como planejado, não está em condições tão problemáticas. A expectativa é de que haja melhora no segundo semestre e em 2014. Até mesmo o risco de valorização do dólar é visto como um bom sinal por tornar mais competitivas as exportações. O desemprego em índices muito baixos também deve conter qualquer ranhura na imagem da presidente.
Além disso, o Governo espera que a série de eventos e medidas adotadas, colocadas em prática, farão a diferença no segundo semestre e no próximo ano. Entre elas está o leilão de petróleo do pré-sal, agendado para outubro. Nas contas do governo, devem ser arrecadados pelo menos R$ 10 bilhões com o lance vencedor da licitação. Esses recursos vão se somar aos R$ 2,8 bilhões que vão entrar em caixa, resultado do leilão feito no mês passado de blocos de petróleo fora da área do pré-sal. As concessões de rodovias, ferrovias e portos para o setor privado, que começarão em agosto deste ano, terão efeitos diretos na economia a partir de meados do próximo ano.
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