Suposta delação de Delcídio faz Bovespa subir forte
Às 17h15, o benchmark da Bolsa brasileira subia 4,94%, a 47.110 pontos, após notícia de suposta delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), negada por ele; na máxima do dia, as ações da Petrobras chegaram a subir 20%; já o dólar comercial cai 2,07% a R$ 3,8073 na venda, enquanto o dólar futuro para janeiro de 2016 recua 2,20% a R$ 3,838
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Por Equipe InfoMoney - O Ibovespa dispara nesta quinta-feira (3), descolando-se totalmente das bolsas internacionais, que hoje operam sem direção ainda repercutindo o cenário indefinido para o petróleo e a possibilidade de mais estímulos na China, além de dados positivos nos Estados Unidos. Por aqui, o cenário político guia o pregão com a notícia de um suposto vazamento da delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), citando Dilma. Segundo as informações da Revista IstoÉ, Dilma tentou barrar o avanço da Operação Lava Jato.
Às 17h15 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 4,94%, a 47.110 pontos. Já o dólar comercial cai 2,07% a R$ 3,8073 na venda, enquanto o dólar futuro para janeiro de 2016 recua 2,20% a R$ 3,838. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 cai 2 pontos-base a 14,04%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 19 pontos-base a 15,07%.
Para o sócio-gestor da Queluz, Rodrigo Otávio Marques, a alta de hoje, apesar de ser a quarta consecutiva, é um movimento de curtíssimo prazo. "Basicamente, o mercado está otimista, atingindo resistências acima de 45 mil pontos e fazendo um catch up com o exterior graças ao impeachment ganhar força", afirma. Na sua avaliação, o mercado está subestimando o imbróglio político que é a destituição de uma presidente da República.
Em um caso de impedimento via Congresso, com o vice-presidente da República, Michel Temer assumindo, ele acredita que o impacto não seria tão forte, mas caso haja uma cassação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a tensão é muito maior. "Serão pelo menos seis meses de vazio institucional e quem assume interinamente antes da convocação de novas eleições é o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também está ameaçado de cassação", lembra.
Ações em destaque
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 8,99, +10,99%; PETR4, R$ 6,38, +13,10%) operam em forte alta de com vazamento de delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), citando Dilma. Ná máxima do dia, as ações chegaram a subir 20%. Os papéis PNs da estatal chegaram a bater os R$ 6,00 (patamar que não viam desde 12 de janeiro), registrando na máxima do dia uma alta de 6,19%. Nos últimos 4 pregões, as ações da petroleira disparam mais de 20%.
Também registram ganhos os papéis de bancos como Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 28,90, +6,25%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,80, +5,31%; BBDC4, R$ 23,90, +6,70%) e Banco do Brasil(BBAS3, R$ 16,36, +11,34%). Somando-se o peso das três ações, elas compõem 20,92% da carteira teórica do Ibovespa.
Por outro lado, seguem em queda as ações de exportadoras de papel e celulose como Fibria (FIBR3, R$ 36,05, -9,76%) e Suzano (SUZB5, R$ 14,07, -8,87%). Ambas são prejudicadas pela baixa do dólar, que faz com que elas percam lucratividade, uma vez que suas receitas são denominadas na moeda norte-americana.
Leia reportagem anterior da Infomoney:
O Ibovespa abre em alta nesta quinta-feira (3), com as bolsas internacionais operando sem direção ainda repercutindo a indefinição no cenário para o petróleo e a possibilidade de mais estímulos na China, além de dados positivos nos Estados Unidos. Por aqui, o cenário político guia o pregão com notícia de vazamento da delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), citando Dilma.
Às 11h37 (horário de Brasília), o benchmark da Bolsa brasileira subia 1,60%, a 45.609 pontos, tendo chegado a disparar 2,27% na máxima do dia, mas perdeu força após notícia do Brasil247 de que Delcídio negará a delação. Já o dólar comercial cai 0,76% a R$ 3,8582 na venda, enquanto o dólar futuro para janeiro de 2016 recua 1,1% a R$ 3,881. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 sobe 6 pontos-base a 14,12%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 recua 2 pontos-base a 15,24%.
Delação de Delcídio
A presidente Dilma Rousseff tentou interferir na Operação Lava Jato, segundo delação do senador Delcídio do Amaral, publicada pela revista Isto É desta quinta. O jornalista Ricardo Boechat, da Bandeirantes e também colunista da revista, adiantou a informação. De acordo com a revista, a presidente conversou com auxiliares e nomeou ministros para tribunais superiores – principalmente o STJ (Superior Tribunal de Justiça) – favoráveis às teses das defesas de acusados, em uma tentativa de ajudar empreiteiras e políticos alvos da Operação, segundo o senador.
Delcídio foi preso na Operação Lava Jato em 25 de novembro de 2015 e solto há menos de um mês, mas antes prestou depoimento a PF (Polícia Federal).
PIB
O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro teve queda de 1,4% no quarto trimestre de 2015 na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta. Na base de comparação anual, a queda foi de 5,9%. Analistas estimavam retração de 1,6% no quarto trimestre de 2015 frente ao terceiro trimestre, levando em conta a mediana das estimativas da pesquisa Bloomberg. Na base de comparação anual, era esperada queda de 6%. No acumulado de 2015 o PIB recuou 3,8%. O IBGE informa ainda que, em valores correntes, o PIB alcançou R$ 5,904 trilhões.
Copom
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta noite de quarta-feira, 2, manter pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Assim como nas últimas duas reuniões, a decisão não foi unânime: os diretores Sidnei Marques e Tony Volpon votaram para que a Selic subisse 0,5 ponto porcentual. Desde novembro, esses dois membros insistem para que a taxa suba para 14,75% ao ano, o que dá mais indicações de que o BC deva manter os juros em um futuro próximo. O voto dos dois diretores estava sendo considerado pelos analistas do mercado com um importante sinalizador dos próximos passos da política de juros do BC.
Cunha e o STF
Faltando ainda o voto de 5 ministros, o STF (Supremo Tribunal Federal) já atingiu maioria nesta quarta para aceitar o recebimento parcial de uma denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina da Petrobras. Dos 11 ministros da Corte, 6 votaram em favor da abertura da ação penal contra o deputado, sendo que o resto votará nesta quinta-feira. O ministro Teori Zavascki, relator do caso, votou para aceitar somente uma parte da denúncia, por entender que a Procuradoria Geral da República não conseguiu provas mínimas de que Cunha e a ex-deputada Solange Almeida, prefeita de Rio Bonita, participaram de irregularidades na celebração dos contratos de navios-sonda da Petrobras em 2006 e 2007.
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