Supermercados têm queda de 19% nas vendas em janeiro

Associação Brasileira de Supermercados (Abras) divulgou nesta segunda-feira, 29, que no acumulado do ano, as vendas tiveram queda de 3,38% em relação ao mesmo período do ano passado; quando comparadas a janeiro de 2015, houve alta de 7,02%

08/06/2015- Gastos do brasileiro crescerão em ritmo menor até 2019, mostra estudo. Lazer e bebidas não alcoólicas terão o menor aumento no consumo. Despesas anuais devem crescer 7%, contra média de 11% no passado.
08/06/2015- Gastos do brasileiro crescerão em ritmo menor até 2019, mostra estudo. Lazer e bebidas não alcoólicas terão o menor aumento no consumo. Despesas anuais devem crescer 7%, contra média de 11% no passado. (Foto: Aquiles Lins)


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Flávia Albuquerque, da Agência Brasil - As vendas do setor de supermercados em valores reais caíram 19,64% em janeiro, na comparação com fevereiro, de acordo com dados divulgados hoje (29) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na capital paulista. No acumulado do ano, as vendas tiveram queda de 3,38% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados, em valores nominais as vendas caíram 18,62% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a janeiro de 2015, houve alta de 7,02%. No acumulado do ano, as vendas nominais cresceram 7,02%.

De acordo com a Abras, o setor iniciou o ano em um ambiente econômico considerado ruim, que resultou em desemprego e inflação em alta, reduzindo a renda disponível do consumidor. "A isso se combinou um quadro de incertezas econômicas que causou impacto nas vendas do autosserviço. Mas, enquanto o cenário não melhora, os empresários do setor continuam trabalhando para melhorar a eficiência, para manter seus funcionários e oferecer mix e preços competitivos ao consumidor", disse o presidente do Conselho Consultivo da Abras, Sussumu Honda.

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A cesta Abrasmercado, que abrange 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,99% em comparação a dezembro de 2015 e alta de 17,44% em relação a janeiro do ano passado. As maiores quedas foram do leite em pó integral (-1,51%), frango congelado (-1,08%), carne dianteiro (-1,05%) e creme dental (-1,03%). No sentido oposto aparecem cebola (23,01%), tomate (21,62%), farinha de mandioca (17,76%) e açúcar (10,23%).

A Região Norte registrou o maior aumento, ao passar de R$ 474,86 para R$ 494,04 (4,04%), assim como o Nordeste que também aumentou 4.-4%, ao passar de R$ 379,82 para R$ 395,17. Em seguida aparecem o Centro-Oeste, com elevação de 3,18%, passando de R$ 424,46 para R$ 437,96, o Sul, que aumentou 2,10% (de R$ 481,20 para R$ R$ 491,29) e o Sudeste, que aumentou em 2,10% o valor da cesta (de R$ 426,55 para R$ 433,92).

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