Superávit primário chega a R$5,681 bi em maio

Segundo o Banco Central, a economia feita para pagamento de juros da dívida acumula saldo positivo de R$ 46,729 bilhões até maio; em 12 meses até maio, o superávit primário foi equivalente a 1,95% do PIB; resultado do mês passado foi melhor que o esperado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de R$ 3,45 bilhões do setor público, formado pelo governo central, Estados, municípios e estatais

Superávit primário chega a R$5,681 bi em maio
Superávit primário chega a R$5,681 bi em maio (Foto: Marcelo Camargo/ABr)


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BRASÍLIA, 28 Jun (Reuters) - O setor público brasileiro registrou superávit primário de 5,681 bilhões de reais em maio, mais do que o dobro ao número registrado em igual mês do ano passado, puxado pelo desempenho do governo federal.

Deste modo, informou o Banco Central nesta sexta-feira, a economia feita para pagamento de juros da dívida acumula saldo positivo de 46,729 bilhões de reais até maio. Em 12 meses até maio, o superávit primário foi equivalente a 1,95 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado do mês passado foi melhor que o esperado por analistas consultados pela Reuters, cuja mediana apontava saldo positivo de 3,45 bilhões de reais do setor público, formado pelo governo central, Estados, municípios e estatais.

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O primário de maio veio sobretudo do governo central --governo federal, Previdência e Banco Central--, com saldo positivo de 5,236 bilhões de reais, puxado por uma melhor arrecadação. O destaque veio do governo federal que, sozinho, fez uma economia de 8,195 bilhões de reais.

Já os Estados e municípios registraram superávit primário de 1,235 bilhão de reais, enquanto as estatais tiveram déficit primário de 790 milhões de reais.

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A crítica dos agentes econômicos à política de gastos públicos e a decisão, comunicada no início de junho, da agência de classificação de risco Standard & Poor's de colocar em perspectiva negativa o rating soberano do Brasil levaram o governo a assumir que vão buscar a meta de primário de 2,3 por cento do PIB neste ano.

O alvo cheio é de 155,9 bilhões de reais, ou cerca de 3 por cento do PIB, mas o governo prevê que terá de abater 45 bilhões de reais em investimentos e desonerações fiscais.

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Para chegar a esse número, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já informou que poderá fazer novos cortes de gastos públicos, além dos 28 bilhões de reais já anunciados.

O BC informou ainda que o déficit nominal do país --receitas menos despesas, incluindo pagamento de juros-- ficou em 14,519 bilhões de reais no mês passado, inferior ao resultado negativo de 16 bilhões de reais apurado em maio de 2012.

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Já a despesa com juros totalizou 20,2 bilhões de reais no mês passado, quase 8 por cento acima do verificado em igual mês do ano passado.

A dívida pública representou 34,8 por cento do PIB, acima do esperado pelos analistas, com estimativa de 34,6 por cento, segundo levantamento da Reuters. Para junho, o BC estima que essa relação ficará em 33,8 por cento do PIB.

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(Por Luciana Otoni; Edição de Patrícia Duarte)

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