Steinbruch: crescimento virá com política desenvolvimentista

Empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista; "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", diz em artigo na Folha

Empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista; "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", diz em artigo na Folha
Empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista; "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", diz em artigo na Folha (Foto: José Barbacena)


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247 - Em artigo na Folha de S.Paulo, o empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista. 

"Por mais que se olhe com otimismo para aquelas informações positivas do início do artigo, não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", escreve o empresário.

Steinbruch afirma que não há mentalidade de crescimento. "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Os ajustes são necessários, mas as políticas de desenvolvimento também, para que os primeiros sinais de recuperação que estamos vendo hoje virem crescimento continuado".

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"O Brasil manteve nos últimos anos a maior taxa de juros do mundo sem que houvesse nenhuma preocupação com a devastação que essa política estava promovendo. Feita a devastação e reduzida a inflação, ainda mantemos hoje a taxa nominal de 12,25% ao ano. Que barbeiragem!".

"Claro que uma taxa de juros dessa magnitude acaba com os investimentos produtivos. Se isso não bastasse, o câmbio está desfavorável à exportação de manufaturas e as portas de financiamento para investimentos continuam travadas. Bancos privados e públicos, mesmo os voltados para o desenvolvimento, estão sentados em recursos que beiram o trilhão, aplicados em títulos públicos".

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