Steinbruch: crescimento virá com política desenvolvimentista
Empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista; "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", diz em artigo na Folha
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247 - Em artigo na Folha de S.Paulo, o empresário e 1º vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, analisa a crise econômica brasileira atual e afirma que só haverá retomada do crescimento com uma política desenvolvimentista.
"Por mais que se olhe com otimismo para aquelas informações positivas do início do artigo, não é possível pensar em volta de crescimento sustentado se não houver uma nova mentalidade: a desenvolvimentista, gostem ou não dessa palavra os neoliberais", escreve o empresário.
Steinbruch afirma que não há mentalidade de crescimento. "Por que, afinal, o país está demorando tanto a retomar o crescimento? Porque não existe mentalidade favorável a isso. Entende-se que a expansão econômica virá automaticamente após os ajustes internos e o controle da inflação. Mas não é bem assim. Os ajustes são necessários, mas as políticas de desenvolvimento também, para que os primeiros sinais de recuperação que estamos vendo hoje virem crescimento continuado".
"O Brasil manteve nos últimos anos a maior taxa de juros do mundo sem que houvesse nenhuma preocupação com a devastação que essa política estava promovendo. Feita a devastação e reduzida a inflação, ainda mantemos hoje a taxa nominal de 12,25% ao ano. Que barbeiragem!".
"Claro que uma taxa de juros dessa magnitude acaba com os investimentos produtivos. Se isso não bastasse, o câmbio está desfavorável à exportação de manufaturas e as portas de financiamento para investimentos continuam travadas. Bancos privados e públicos, mesmo os voltados para o desenvolvimento, estão sentados em recursos que beiram o trilhão, aplicados em títulos públicos".
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