Steinbruch classifica decisões econômica de Temer e do BC como “desastrosas”
O presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) Benjamin Steinbruch criticou duramente as medidas econômicas e fiscais do governo de Michel Temer; "A reoneração da folha de pagamentos das empresas, por exemplo, já determinada por medida provisória, está para ser aprovada no Congresso. Essa medida é, no mínimo, insana neste momento. (...) É insano também o Banco Central passar a sinalizar que vai conter o ritmo de corte da taxa básica de juros num momento em que a inflação anual desaba e se aproxima de 3%, enquanto os índices mensais começam a flertar com a deflação", escreve
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247 - Em artigo publicado nesta terça, o presidente da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Benjamin Steinbruch , teceu duras críticas às medidas e decisões econômicas de Michel Temer e sua equipe.
"Mais do que nunca, é preciso evitar que os rumos da economia no curto prazo sejam conduzidos por adeptos do sangue-frio econômico, que pregam a efetivação de mais medidas recessivas sem dó nem piedade.
A reoneração da folha de pagamentos das empresas, por exemplo, já determinada por medida provisória, está para ser aprovada no Congresso. Essa medida é, no mínimo, insana neste momento.
Mesmo quem a apoia, sob o argumento de que haverá geração de receitas adicionais para o governo, deveria ter o bom senso de observar que seu impacto será negativo pelo volume de demissões que vai provocar nos vários setores reonerados.
A economia deprimida nem de longe tem meios para absorver o enorme contingente de pessoas que perderão seus empregos por causa dessa reoneração. Um estudo feito pela Fiesp, apresentado na semana passada na comissão mista que examina o assunto no Congresso, mostra que em apenas 7 setores reonerados serão cortados cerca de 77 mil empregos. No setor de call centers, a perda prevista é de 120 mil vagas.
É insano também o Banco Central passar a sinalizar que vai conter o ritmo de corte da taxa básica de juros num momento em que a inflação anual desaba e se aproxima de 3%, enquanto os índices mensais começam a flertar com a deflação.
A política do "sangue-frio", pela qual se deve resolver primeiro a questão fiscal, sejam quais forem as consequências na área social, é desastrosa. O Brasil está econômica e politicamente doente e precisa de estímulos e cuidados especiais. Não se bate em doente."
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