Steinbruch: Brasil caminha para recessão
Segundo Benjamin Steinbruch, presidente em exercício da Fiesp, durante a Copa, vários setores demonstraram esfriamento; ele critica a ideia conservadora que se alastrou de que o país precisa unicamente de corte de gastos públicos e a aberração da política de juros mais altos do mundo
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 – Para o empresário Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional e presidente em exercício da Fiesp, o Brasil caminha para a recessão.
Segundo ele, enquanto rolava a bola pela Copa do Mundo, vários indicadores foram confirmando o esfriamento da atividade, inclusive no comércio. “É bastante provável que, em junho/julho, a indústria tenha enfraquecido ainda mais, com a atividade prejudicada pela redução da produção nos dias de jogos”, diz.
Ele diz que alastrou-se a ideia conservadora de que o país precisa unicamente de corte de gastos públicos: “Às portas da recessão, a economia brasileira convive com os juros mais altos do mundo, de 11% ao ano, nível que deve ser mantido pelo BC amanhã. E não se ouve um pio contra essa aberração”.
Para Steinbruch, a indústria vem tendo sua competitividade corroída por fatores internos, como custos do crédito, guerra fiscal entre Estados, infraestrutura precária e falta de estímulo ao investimento em tecnologia. E enfrenta também obstáculos externos, como a invasão do mercado local por produtos estrangeiros, muitos carregados de subsídios na origem (leia mais).
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247