Solução da disputa entre China e EUA pode causar prejuízo de 30 bilhões ao Brasil
A guerra comercial entre Estados Unidos e China, foi temporariamente favorável ao Brasil que no ano passado vendeu mais soja ao mercado do país asiático. Com a perspectiva de que chegue ao fim, o Brasil pode deixar de vender produtos agropecuários no valor de US$ 30 bilhões; nas últimas semanas, as duas maiores economias mundiais intensificaram as negociações e estão próximas do entendimento, o que poderá acarretar prejuízos aos exportadores brasileiros de commodities agropecuárias
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247 - A guerra comercial entre Estados Unidos e China, foi temporariamente favorável ao Brasil que no ano passado vendeu mais soja ao mercado do país asiático. Com a perspectiva de que chegue ao fim, o Brasil pode deixar de vender produtos agropecuários no valor de US$ 30 bilhões.
Nas últimas semanas, as duas maiores economias mundiais intensificaram as negociações e estão próximas do entendimento.
A solução da chamada guerra comercial poderá acarretar prejuízos aos exportadores brasileiros de commodities agropecuárias.
"Segundo estimativa da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), feita com base nas negociações entre EUA e China que estão em curso, a perda em potencial — ou seja, o que os brasileiros poderão deixar de vender ao mercado chinês — seria de cerca de US$ 30 bilhões, incluindo soja, carnes, açúcar, etanol e outros produtos do agronegócio", aponta reportagem da jornalista Eliane Oliveira publicada nesta quarta-feira em O Globo.
"Pesa contra o Brasil o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter feito várias ressalvas às relações com a China, antes de tomar posse", assinala a reportagem, o que mostra que a posição política falsa do governo é prejudicial à economia do país.
"Temos que rezar muito em mandarim, para que a China não nos prejudique" - brincou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.
Ele alertou para o risco de o Brasil ser obrigado a buscar novos parceiros e, como consequência, esses futuros compradores forçarem uma queda de preços. Isto porque estarão cientes que os exportadores brasileiros precisarão desovar seus produtos no mercado internacional.
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