Sob investigação, Odebrecht desiste de licitação no Canal do Panamá

Empreiteira brasileira Odebrecht, investigada por pagamentos de centenas de milhões em propinas em vários países na América Latina, se retirou de uma licitação para a construção de uma ponte sobre o Canal do Panamá; na semana passada, procuradores do Panamá disseram ter acusado 17 pessoas, incluindo diversos empresários e ex-autoridades do governo, por lavagem de dinheiro em um caso de corrupção contra a Odebrecht; governo panamenho anunciou no mês passado que iria cancelar um contrato concedido à empreiteira brasileira para construir uma usina hidrelétrica de 1 bilhão de dólares e buscaria excluir a empresa de licitações, como a ponte do Canal do Panamá e uma linha de metrô

Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa
Logo da Odebrecht em Lima, capital do Peru. 28/06/2016 REUTERS/Janine Costa (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - A empreiteira brasileira Odebrecht, investigada por pagamentos de centenas de milhões em propinas em vários países na América Latina, se retirou de uma licitação para a construção de uma ponte sobre o Canal do Panamá, informou na segunda-feira o presidente do país da América Central.

Na semana passada, procuradores do Panamá disseram ter acusado 17 pessoas, incluindo diversos empresários e ex-autoridades do governo, por lavagem de dinheiro em um caso de corrupção contra a Odebrecht. Procuradores ainda não divulgaram os nomes das pessoas envolvidas.

O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, anunciou em publicação no Twitter a retirada da Odebrecht da licitação. A empresa não respondeu de imediato a pedidos de comentários.

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A Odebrecht está no centro de um crescente escândalo de corrupção na América Latina derivado da operação Lava Jato, e assumiu ter distribuído centenas de milhões de dólares em propinas pela região.

A empresa se tornou uma das mais importantes contratadas do governo do ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, e concordou neste mês em pagar 59 milhões de dólares em reparações por propinas pagas no Panamá para ganhar concessões entre 2010 e 2014.

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Martinelli, que mora nos Estados Unidos, também está sob investigação por corrupção.

O governo panamenho anunciou no mês passado que iria cancelar um contrato concedido à empreiteira brasileira para construir uma usina hidrelétrica de 1 bilhão de dólares e buscaria excluir a empresa de licitações, como a ponte do Canal do Panamá e uma linha de metrô, enquanto a investigação está ocorrendo.

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Atualmente, a Odebrecht está realizando diversos projetos no país avaliados em mais de 3,3 bilhões de dólares, incluindo a expansão do aeroporto da Cidade do Panamá e a construção de outra linha de metrô.

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