Skaf: “resistência máxima contra novos impostos”

Poderosa entidade empresarial paulista, Fiesp marca posição contra ajuste em cima da indústria; "Um país que cobra um terço do PIB em impostos não precisa de novas taxas e, muito menos, de CPMF", asseverou presidente Paulo Skaf; "Iremos até o STF, até onde for preciso, contra novos impostos, quaisquer que sejam eles"; apesar disso, elogiou presidente Dilma Rousseff e nova equipe econômica: "São gente de bem, trabalham pelo Brasil"; ex-candidato a governador de São Paulo, ele não comemorou reprovação das contas eleitorais de Geraldo Alckmin; "A eleição passou. Agora somos ex-adversários e temos de olhar para a frente"; mas Skaf, filiado ao PMDB, pode ser candidato já às próximas eleições municipais; "Tive 5 milhões de votos. São cinco avenidas Paulista lotadas", projetou

Poderosa entidade empresarial paulista, Fiesp marca posição contra ajuste em cima da indústria; "Um país que cobra um terço do PIB em impostos não precisa de novas taxas e, muito menos, de CPMF", asseverou presidente Paulo Skaf; "Iremos até o STF, até onde for preciso, contra novos impostos, quaisquer que sejam eles"; apesar disso, elogiou presidente Dilma Rousseff e nova equipe econômica: "São gente de bem, trabalham pelo Brasil"; ex-candidato a governador de São Paulo, ele não comemorou reprovação das contas eleitorais de Geraldo Alckmin; "A eleição passou. Agora somos ex-adversários e temos de olhar para a frente"; mas Skaf, filiado ao PMDB, pode ser candidato já às próximas eleições municipais; "Tive 5 milhões de votos. São cinco avenidas Paulista lotadas", projetou
Poderosa entidade empresarial paulista, Fiesp marca posição contra ajuste em cima da indústria; "Um país que cobra um terço do PIB em impostos não precisa de novas taxas e, muito menos, de CPMF", asseverou presidente Paulo Skaf; "Iremos até o STF, até onde for preciso, contra novos impostos, quaisquer que sejam eles"; apesar disso, elogiou presidente Dilma Rousseff e nova equipe econômica: "São gente de bem, trabalham pelo Brasil"; ex-candidato a governador de São Paulo, ele não comemorou reprovação das contas eleitorais de Geraldo Alckmin; "A eleição passou. Agora somos ex-adversários e temos de olhar para a frente"; mas Skaf, filiado ao PMDB, pode ser candidato já às próximas eleições municipais; "Tive 5 milhões de votos. São cinco avenidas Paulista lotadas", projetou (Foto: Aline Lima)


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Marco Damiani, 247 – Na cadeira central da elegante mesa de almoço preparada hoje pela poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo para cerca de 30 jornalistas, como forma de realizar um balanço de atividades, o empresário Paulo Skaf procurou ser político sem, no entanto, ser dúbio sobre um ponto em particular.

- A nova equipe econômica é composta por gente de bem e tem o nosso apoio, mas se houver alguma iniciativa, qualquer iniciativa que passe perto de aumentar impostos, então já aviso que nossa posição vai ser firme e de oposição. Estamos preparados para fazer resistência máxima contra ideias desse tipo, firmou o presidente da entidade.

Skaf insistiu no tema, citando um imposto que ele, em particular, foi adversário de primeira hora;

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- Estão falando em volta da CPMF (o chamado imposto do cheque). A estes eu digo que, na mesma hora que isso surgir, a Fiesp vai ao Supremo Tribunal Federal para impedir esse retrocesso. Vamos travar essa luta mais esta vez e tantas quantas forem preciso, sublinhou.

Com o apoio de outros diretores, Skaf citou números consolidados e projeções que apontam para uma indústria, como se diz na gíria, passando por 'sufoco'.

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- A indústria terá crescimento negativo este ano de 1,7%. A indústria de transformação, dentro deste contexto, vai ter uma redução de 3,5% e a construção civil cairá 5,3%. Isso, é claro, ficou muito longe do que a queria mostrar aqui, comentou ele.

Para 2015, a Fiesp acredita que outra vez a indústria deverá registrar encolhimento, com reflexos diretos no emprego:

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- Este ano, o Brasil vai fechar 2014 com um saldo de 500 mil novos empregos formais, mas é preciso dizer que a indústria, em particular, fechou 150 mil vagas. Destas, 100 mil foram fechadas em São Paulo. Ou seja, no setor que mais sofre, somos o Estado mais prejudicado.

O presidente da entidade fundada pelo conde Francisco Matarazzo, na década de 1920, que se consolidou como uma das mais influentes do país ao longo do tempo, preferiu poupar de críticas a nova equipe econômica.

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- São gente de bem. Conversei bastante, ontem, em Brasília, com os futuros ministro Levy, Barbosa e o presidente Tombini. Já temos um ótimo entrosamento, mas não aceitaremos que o ajuste recai, mais uma vez, sobre a indústria. Isso não dá.

- E com a chefe da equipe, o sr. conversou, questionou 247, em referência à presidente Dilma Rousseff, de quem Skaf se afastou na campanha eleitoral.

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- Conversar, propriamente, ainda não, mas ele me fez um cumprimento bastante afetuoso. Senti que as diferenças da campanha ficaram para trás e que ambos estamos olhando para frente, respondeu o empresário, cuja campanha a governador manteve diálogo zero com o PT.

Em paz com Dilma, Skaf igualmente quer um armistício cordial com o governador reeleito Geraldo Alckmin, do PSDB, a quem fez dura oposição nas eleições.

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- Somos ex-adversários. Agora, ambos trabalhamos pelo bem de São Paulo e do Brasil, acentuou.

- O governador teve suas contas eleitorais derrubadas por 5 a 1 no TER. O sr. comemorou?

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- Não, inclusive só li dessa notícia o título. Nem sei o que deu errado nas contas, mas acho que isso agora não é mais importante. A população se manifestou democrático e ele se elegeu. Não vou dizer que contas foram um fator determinante. Bola para a frente.

- O sr. será candidato a prefeito em 2016, depois ter já ter sido em 2010?

- Não estou pensando nisso, mas tenho tempo para pensar. No próximo, meu foco é todo na Fiesp, na questão econômica. Depois veremos. Tem essa fofoca de que eu e o (Michel) Temer (vice-presidente) estamos afastados, mas isso é bobagem, não existe. Falamos todos os dias, está aqui meu telefone para provar.

Paulo Skaf, que gostou muito de ser candidato a prefeito e governador, falou também sobre seu desempenho:

- Foram cinco milhões de votos. Um amigo me disse que eu fui o oitavo nome mais votado do País. Cinco milhões é igual a cinco avenidas Paulistas lotadas de gente. Gente que confiou em mim. É um patrimônio que eu terei sempre de respeitar.

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