Skaf militariza a Fiesp, abandona agenda industrial e desagrada empresários

Com 6.634 indústrias indústrias paulistas fechadas em 2019, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estaria deixando de lado a agenda do setor para se dedicar a bajular Jair Bolsonaro, avaliam empresários

Paulo Skaf e Jair Bolsonaro na China
Paulo Skaf e Jair Bolsonaro na China (Foto: Isac Nóbrega/PR)


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247 – "A crescente aproximação da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) com as Forças Armadas tem deixado alguns dos mais importantes industriais paulistas descontentes", aponta reportagem da jornalista Bruna Narcizo, publicada na Folha de S. Paulo. "A principal queixa decorre do fato de que, enquanto o setor atravessa um crise profunda —até novembro, por exemplo, o estado de São Paulo registrou o fechamento de 6.634 indústrias—, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estaria deixando de lado a agenda do setor para se dedicar a acenos para agradar ao governo de Jair Bolsonaro e se aproximar dele", aponta.

Um dos principais motivos de discórdia no momento é o projeto do colégio militar na capital paulista, que terá custo multimilionário e tem como única finalidade bajular Bolsnaro. Em outra frente, o presidente da Fiesp tem participado da tentativa de viabilizar a criação do novo partido de Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil, partido de viés claramente neofascista.

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