Skaf: indústria não vai aceitar novos tributos
Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirma que, na visão da indústria, "há, sim, espaço para um ajuste concentrado no corte de despesas que não comprometam o bom andamento do serviço público, sem que seja necessário sacrificar investimentos e penalizar a sociedade com mais tributos"; "Este é o nosso limite: não podemos e não vamos aceitar mais aumento de impostos", ressalta
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247 – O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reafirmou nesta segunda-feira 19 que a indústria aprovou a escolha da nova equipe econômica pela presidente Dilma Rousseff e se coloca à disposição ao apoio e diálogo. "Sabemos que são pessoas sérias, com responsabilidade, visão de futuro e compromisso com quem quer produzir, trabalhar e fazer o país crescer", escreveu Skaf em artigo no jornal Valor Econômico, em referência ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do Desenvolvimento, Nelson Barbosa, e ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
"As primeiras medidas do governo são coerentes com a necessidade do país e com o que se espera da equipe. Sua prioridade deve ser o corte de gorduras. Na nossa visão, há, sim, espaço para um ajuste concentrado no corte de despesas que não comprometam o bom andamento do serviço público, sem que seja necessário sacrificar investimentos e penalizar a sociedade com mais tributos", diz trecho do texto, alinhado com o discurso de Joaquim Levy. "Este é o nosso limite: não podemos e não vamos aceitar mais aumento de impostos", ressaltou Paulo Skaf.
Ele lembra do aumento de 12 pontos percentuais, em vinte anos, da carga tributária brasileira, para 37% do PIB, e critica ainda a burocracia. "Não bastasse o peso excessivo dos impostos, ainda somos obrigados a conviver com excesso de normas, dubiedades e crescente judicialização da questão fiscal, o que onera o setor produtivo e inibe o investimento". "O Brasil precisa, portanto, de duas ações urgentes: baixar a carga tributária excessiva e reduzir a burocracia sufocante", defende.
Como proposta, Skaf menciona a unificação do PIS e da Cofins em um só tributo, a chamada Contribuição sobre Valor Agregado (CVA), há mais de dez anos em pauta. "Parece ser mais uma vez uma das alternativas em estudo. A movimentação do governo nesse sentido tem o apoio da indústria", diz. Ele coloca como "preocupante" a possibilidade de volta da CPMF e assegura que "se necessário, não hesitaremos em mobilizar a sociedade para, juntos, lutarmos no Congresso contra qualquer possibilidade de aumento de carga tributária".
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