Skaf, da Fiesp, avisa: 'aumento de imposto, não'

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que fez questão de estar presente à posse de praticamente todos os novos ministros, incluindo Joaquim Levy, da Fazenda, ontem, e Armando Monteiro, do Desenvolvimento, hoje, tem levado uma mensagem clara: a entidade será 'irredutível' com qualquer proposta que signifique aumento de impostos para o setor produtivo; um dos pontos que preocupam a Fiesp é a possível volta da CPMF (ainda que com outra roupagem); em 2007, foi Skaf quem liderou a cruzada no Congresso contra a volta do imposto do cheque; outra preocupação é a volta das greves, como a dos metalúrgicos, no ABC, em razão das demissões na indústria

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que fez questão de estar presente à posse de praticamente todos os novos ministros, incluindo Joaquim Levy, da Fazenda, ontem, e Armando Monteiro, do Desenvolvimento, hoje, tem levado uma mensagem clara: a entidade será 'irredutível' com qualquer proposta que signifique aumento de impostos para o setor produtivo; um dos pontos que preocupam a Fiesp é a possível volta da CPMF (ainda que com outra roupagem); em 2007, foi Skaf quem liderou a cruzada no Congresso contra a volta do imposto do cheque; outra preocupação é a volta das greves, como a dos metalúrgicos, no ABC, em razão das demissões na indústria
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que fez questão de estar presente à posse de praticamente todos os novos ministros, incluindo Joaquim Levy, da Fazenda, ontem, e Armando Monteiro, do Desenvolvimento, hoje, tem levado uma mensagem clara: a entidade será 'irredutível' com qualquer proposta que signifique aumento de impostos para o setor produtivo; um dos pontos que preocupam a Fiesp é a possível volta da CPMF (ainda que com outra roupagem); em 2007, foi Skaf quem liderou a cruzada no Congresso contra a volta do imposto do cheque; outra preocupação é a volta das greves, como a dos metalúrgicos, no ABC, em razão das demissões na indústria (Foto: Leonardo Attuch)


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247 - O possível aumento de impostos para o setor produtivo, no pacote de ajuste fiscal que será anunciado pelo ministro Joaquim Levy, empossado ontem na Fazenda, encontrará um paredão na indústria: Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Nesta semana, ele praticamente se mudou para Brasília e fez questão de estar presente às posses de todos os ministros. Levou apoio e um voto de confiança, mas também uma mensagem que já foi discutida internamente, na diretoria da Fiesp: a entidade será "irredutível" – essa é a palavra de Skaf – contra qualquer tentativa de aumento de impostos na economia.

Ontem, Skaf participou da posse de Joaquim Levy, que prometeu ajuste e acenou com aumentos de impostos e o fim das desonerações fiscais. Hoje, ele irá à de Armando Monteiro, do Desenvolvimento, que é visto pelos empresários como um possível contraponto à tesoura de Levy.

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Outro ponto que preocupa – e muito – a Fiesp é a possível da volta da CPMF, sugerida, hoje, em entrevista, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro. Para quem não se lembra, foi Skaf, em 2007, quem liderou a cruzada, no Congresso, contra a prorrogação da CPMF.

As desonerações e a crise nas montadoras

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As demissões na indústria automobilística – ontem foram 800 cortes na Volks e 244 na Mercedes-Benz – são outro ponto importante da agenda da Fiesp. Para os empresários, elas são consequência direta do fim da política de desonerações fiscais no IPI, que terminou em 31 de dezembro e que, com Levy, não tem a menor possibilidade de retornar, no curto prazo.

O que a Fiesp quer impedir é que as indústrias, já em crise, sofram com novos aumentos tributários, como a volta da CPMF e o fim da desoneração na folha de pagamentos.

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Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre as greves:

 

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Trabalhadores da Mercedes-Benz e Volkswagen fazem greve contra demissões

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil
 
Os metalúrgicos da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fazem uma paralisação de 24 horas, em protesto contra a demissão de funcionários. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 244 empregados foram demitidos no final de ano. A empresa confirma que houve demissões, mas não cita números.

Na Volkswagen, também no ABC Paulista, funcionários entram no segundo dia de greve contra a demissão de 800 metalúrgicos. De acordo com o sindicato, a reivindicação é que as demissões sejam revertidas, por isso, a paralisação continua por tempo indeterminado. Os trabalhadores têm feito assembleias antes da entrada dos turnos de manhã, tarde e noite.

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A Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo emprega 11 mil pessoas: 1,2 mil delas estavam em licença remunerada. Parte desses metalúrgicos foi demitida e outra parcela teve a licença renovada até 30 de abril, segundo a empresa.

Já a Volkswagen emprega 13 mil funcionários. Desde o ano passado, a empresa adota medidas como férias coletivas e suspensão temporária de contrato de trabalho (lay-off) na fábrica. Segundo a empresa, os funcionários demitidos entrarão em licença remunerada por 30 dias e depois serão desligados.

Segundo a Volkswagen, o cenário de retração da indústria automobilística no país nos últimos dois anos e o aumento da concorrência impactaram os resultados. Segundo a montadora, de janeiro a dezembro de 2014, a indústria automotiva brasileira teve queda aproximada de 7% nas vendas e de mais de 40% nas exportações, em relação a 2013, resultando numa retração de 15% na produção.

Em 2012, o sindicato e a Volkswagen firmaram acordo coletivo, com validade até 2016, prevendo questões como estabilidade e politica de reajustes. No ano passado, porém, a empresa quis rever o acordo, mas a proposta foi rejeitada em assembleia pelos metalúrgicos. O sindicato reclama que a empresa, desde então, não chamou os trabalhadores para negociar e tomou uma decisão unilateral sobre as demissões.

A Volkswagen argumenta que, quando o acordo foi firmado, após anos de crescimento, a perspectiva para a indústria automobilística era positiva, pois acreditava-se que seriam vendidas 4 milhões de unidades em 2014. “O que ocorreu foi uma retração para 3,3 milhões. É importante lembrar que, na Unidade Anchieta, o nível de remuneração médio é mais alto que o dos principais concorrentes, inclusive na região”, informa a nota da empresa.

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