Sinais de vida na economia
O Brasil parou? Aparentemente, não. E volta a se mover com maior velocidade em 2013, ano crucial para a definição do cenário político
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O senador Aécio Neves diz que o Brasil parou. O governador Eduardo Campos fala que este é o ano de ajudar a presidente Dilma a superar a crise internacional, antes de definir o que fazer em 2014. Para Marina Silva e sua legião de "sonháticos", a economia é o que menos importa. Enquanto isso, Dilma aposta tudo na retomada da atividade empresarial para consolidar seu favoritismo e deixar seus aliados, em especial o PSB, sem alternativas em 2014.
Nesse jogo, os últimos dias trouxeram boas notícias para o PT e sua candidata. Arrecadação recorde, dívida em queda e previsão dos analistas de mercado de mais crescimento e menos inflação – 2013 começa com uma estimativa de PIB acima de 3%, algo que não é brilhante, mas suficiente para manter a sensação atual de bem-estar.
Embora muitos economistas tracem um panorama sombrio, não é isso o que se ouve de quem, na vida real, realmente entende do riscado: trabalhadores empresários. Os primeiros têm o salário como termômetro infalível. Se podem manter o poder de compra no supermercado, sair do aluguel em direção à casa própria, suportar a prestação do carro e ainda ter uns extras para investir mais forte na educação dos filhos, viajar ou fazer uma poupança para a aposentadoria, é porque a economia, para eles, vai bem. Os empresários têm uma bússola igualmente precisa: seu norte é o lucro, que antecede o investimento.
Ocorre, neste momento, a julgar pelos números de várias associações empresariais, uma convergência de projeções otimistas. O pessoal do aço, do alumínio, das máquinas pesadas e dos equipamentos agrícolas viu suas vendas dispararem em janeiro, manterem o empuxo em fevereiro e projeta-se, assim, um 2013 bem diferente, para melhor, que o 2102 marcado pelo "pibinho".
Enquanto isso vai acontecendo na economia real, os economistas que têm cadeira cativa nos jornais tradicionais demonstram pessimismo. Falam em eclipse da economia e num ano que será perdido. Mas como diz o ex-ministro Delfim Netto, essa turma só é boa de prognósticos depois que as coisas acontecem. Antes, suas previsões costumam dar errado em quase 100% vezes. É o que está pintando. O que não se sabe ainda é que impacto esse 2013 mais quente terá na vida política do País.
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