Setúbal detona Eike, cliente de R$ 5 bi negativos
"A falência de Eike definitivamente não é boa para o Brasil, cuja imagem no exterior de pujança e crescimento rapído estava muito ligada a ele", disse o presidente Itaú Unibanco a respeito de seu cliente-problema, Eike Batista; como banqueiro veterano, Roberto Setúbal negou eventuais provisionamentos para perdas com o grupo EBX; para ele, as dívidas do controlador da holding são um "não problema"
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247 – O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, anda detonando o empresário Eike Batista, seu antigo cliente, nas entrevistas das quais participa. Falando à revista especializada em negócios e economia Latin Finance, Setúbal disse que a falência de Eike "é prejudicial para a imagem de um Brasil pujante e em crescimento rápido". Para ele, o empresário teve sua imagem muito ligada a esse país de crescimento acelerado, e a queda de seus negócios mostram o outro lado da moeda. "Isso, definitivamente, não é bom para o Brasil".
Setúbal não admitiu, porém, problemas para a sua instituição em razão de créditos a receber de cerca de R$ 5 bilhões do titular do grupo EBX (há fontes, como a agência Standard & Poor´s, que calcula a exposição do Itaú no dobro desse valor). "Não é um problema", resumiu, descartando a possibilidade de qualquer risco sistêmico para as instituições financeiras. Ele igualmente disse que a instituição não pretende fazer provisionamentos extras para enfrentar um possível calote.
Eike acumula dívidas em outros bancos, como o BTG Pactual, de onde recebeu cerca de R$ 3 bilhões.
Descrente, a julgar pelas avaliações dos economistas do Itaú sobre a capacidade de superação de problemas da economia brasileira, Setúbal disse que o Itaú está procurando oportunidades para aquisições na América do Sul e até mesmo no México. Países como Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai e Colômbia estão entre as prioridades do banco.
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