Setor de serviços tem pior agosto em 4 anos

IBGE divulgou nesta quarta-feria, 19, que o volume do setor de serviços do Brasil voltou a cair com força em agosto, com redução de 1,6% no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior; é o pior resultados para o mês na série iniciada em 2012; na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 3,9 por cento no volume, 17ª taxa negativa; destaque em agosto foi a atividade de Serviços prestados às famílias, que apresentou perdas de 1,6 por cento na comparação com o mês anterior

IBGE divulgou nesta quarta-feria, 19, que o volume do setor de serviços do Brasil voltou a cair com força em agosto, com redução de 1,6% no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior; é o pior resultados para o mês na série iniciada em 2012; na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 3,9 por cento no volume, 17ª taxa negativa; destaque em agosto foi a atividade de Serviços prestados às famílias, que apresentou perdas de 1,6 por cento na comparação com o mês anterior
IBGE divulgou nesta quarta-feria, 19, que o volume do setor de serviços do Brasil voltou a cair com força em agosto, com redução de 1,6% no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior; é o pior resultados para o mês na série iniciada em 2012; na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 3,9 por cento no volume, 17ª taxa negativa; destaque em agosto foi a atividade de Serviços prestados às famílias, que apresentou perdas de 1,6 por cento na comparação com o mês anterior (Foto: Aquiles Lins)


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RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O volume do setor de serviços do Brasil voltou a cair com força em agosto, registrando os piores resultados para o mês na série iniciada em 2012, movimento que deve ajudar a aliviar ainda mais a pressão inflacionária e favorecer o afrouxamento monetário pelo Banco Central.

O setor registrou queda de 1,6 por cento no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior, após alta de 0,7 por cento em julho e recuo de 0,3 por cento em junho.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve queda de 3,9 por cento no volume, 17ª taxa negativa, mostrou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de economistas era de contração anual de 2,7 por cento em agosto.

O destaque em agosto foi a atividade de Serviços prestados às famílias, que apresentou perdas de 1,6 por cento na comparação com o mês anterior. Outros serviços teve queda de 1,2 por cento, enquanto Serviços profissionais, administrativos e complementares recuaram 0,3 por cento.

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Na outra ponta, Serviços de informação e comunicação e de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registraram leves avanços de 0,3 e 0,1 por cento, respectivamente.

"Por trás disso tudo está a recessão no país, a queda na renda das famílias, o mercado de trabalho. O setor de serviços sente a fragilidade da indústria, pois não há projetos e demanda forte por conta da crise", avaliou o coordenador da pesquisa no IBGE, Roberto Saldanha.

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Já o agregado especial das atividades turísticas teve recuo de 0,8 por cento na comparação com o mês anterior.

A inflação vem mostrando maior descompressão no segundo semestre, com o IPCA desacelerando a alta em setembro a 0,08 por cento, ante 0,44 por cento em agosto.

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Os preços de serviços também vêm mostrando arrefecimento, com alta de 0,33 por cento em setembro, após 0,59 por cento no mês anterior. Esse cenário favorece o corte da taxa básica de juros pelo BC, que se reúne nesta quarta-feira para decidir sobre a política monetária.

O corte na Selic é dado como certo pelo mercado, mostrou pesquisa Reuters, porém ele ainda está dividido sobre a magnitude do movimento, com apostas entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.

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(Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira)

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