Servidores da Fazenda traem Meirelles e conspiram contra PEC dos gastos

Ministro da Fazenda vem sofrendo pressões internas grandes — não só da base aliada, mas também de servidores de sua própria equipe contra a proposta que impõe, pela primeira vez na história, limite ao crescimento do gasto público; o motivo é o reajuste de salários de algumas categorias, que querem ficar de fora dessa limitação

Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista à Reuters em Brasília 02/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante entrevista à Reuters em Brasília 02/06/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gisele Federicce)


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Por Rosana Hessel, do Blog do Vicente - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, aposta todas as fichas na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 241/2016, que impõe, pela primeira vez na história, limite ao crescimento do gasto público, para realizar um ajuste fiscal consistente. No entanto, o chefe da economia sofre pressões internas grandes — não só da base aliada, como também de servidores de sua própria equipe.

Até ontem (sexta), a comissão especial da PEC 241 havia recebido 13 emendas — para registro, são necessárias 171 assinaturas. Entre elas, uma foi encaminhada pelo deputado Major Olímpio (SD-SP), que propõe a exclusão das despesas com salários da Receita Federal do teto dos gastos. O pedido foi feito pelo Sindifisco Nacional, que representa os auditores fiscais. Segundo o parlamentar, ele se sensibilizou com o pleito porque a categoria ainda não conseguiu o reajuste salarial acertado com o governo. Além disso, ele considera a Receita "uma das principais fontes para tirar o país da crise atual", já que têm condições de aumentar a arrecadação.

Leia aqui a íntegra.

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