Será que Cavendish é mesmo alvo de bullying?
Nota da Delta foi mais uma piada de mau gosto, divulgada pela empreiteira que buliu demais com o dinheiro público e permitiu que um bicheiro tomasse conta da casa; o Fernando Cavendish que farreava em Paris não tem ar de criança agredida
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247 – “Noventa casos de superfaturamento em execução de obras, 18 superfaturamentos em aditivos a contratos de prestação de serviços, 9 vitórias em licitações dirigidas de grande porte”. Assim começa o editorial desta terça-feira do Estado de S. Paulo sobre o que Controladoria Geral da União já descobriu sobre a Construtora Delta. Com esses dados, a CGU deve decretar a inidoneidade da empreiteira, impedindo que a mesma participe de futuras concorrências públicas.
Comandada por Fernando Cavendish, um garotão bon vivant que gostava de se divertir em Paris, a Delta também foi alvo de uma decisão da CPI do Cachoeira, que decidiu quebrar seu sigilo nacionalmente, diante das evidências de que a empresa alimentava o caixa dois de campanhas eleitorais – em Goiás, já existe até a prova testemunhal de um jornalista, chamado Luiz Carlos Bordoni, que diz ter recebido pagamentos por meio de uma empresa chamada Alberto & Pantoja, irrigada financeiramente pela Delta e pelo esquema de Carlos Cachoeira.
Diante de evidências flagrantes de corrupção, a Delta divulgou uma nota patética, brincando com coisa séria. Disse ser alvo de uma espécie de bullying empresarial. O tema, que aflige milhares de crianças agredidas física e moralmente em escolas públicas e privadas, não tem nenhuma conexão com o caso. A verdade, pura e simples, é que Cavendish, maior empresário do PAC, buliu demais com o dinheiro público, entregou obras mal acabadas (em Guarulhos, o teto do aeroporto desabou) e delegou a um bicheiro a realização de seus negócios no Centro-Oeste e, talvez, em outros estados.
Na verdade, foi Cavendish quem fez bullying com o País.
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