Sem reforma, trabalhadores terão de aumentar em 28,6% produtividade

Estudos da equipe econômica do governo apontam que, entre 2015 e 2050 haverá um aumento de 1,7% do número de brasileiros com idade entre 15 e 64 anos, atingindo 143,2 milhões; por outro lado, a população idosa vai crescer 217,5% no mesmo período, passando de 16,1 milhões para 51,3 milhões; com isso, sem uma reforma da Previdência, os trabalhadores terão que aumentar em 28,6% a produtividade garantir o atual padrão de vida aos aposentados em 2050; "Temos uma população jovem para um gasto alto", afirma o secretário de política econômica da Fazenda, Manoel Pires; segundo ele, o país deveria estar gastando 5% e não 7% do PIB com aposentadorias, considerando o padrão demográfico

Diretor de Programas da Secretaria Executiva do MF, Manoel Pires, participa de coletiva sobre novas regras para benefícios previdenciários, anunciadas ontem (29) pelo ministro Mercadante (Valter Campanato/Agência Brasil)
Diretor de Programas da Secretaria Executiva do MF, Manoel Pires, participa de coletiva sobre novas regras para benefícios previdenciários, anunciadas ontem (29) pelo ministro Mercadante (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)


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247 - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Manoel Pires, alerta sobre a necessidade de aumentar a idade média de aposentadoria, diante do déficit da Previdência.

Estudos da equipe economia do governo, divulgados pelo Valor, apontam que a idade média de aposentadoria dos brasileiros é de 58 anos, enquanto nos países da OCDE é de 64,2 anos.

Entre 2015 e 2050 haverá um aumento de 1,7% do número de brasileiros com idade entre 15 e 64 anos, atingindo 143,2 milhões. Por outro lado, a população idosa vai crescer 217,5% no mesmo período, passando de 16,1 milhões para 51,3 milhões. Com isso, sem uma reforma da Previdência, os trabalhadores terão que aumentar em 28,6% a produtividade garantir o atual padrão de vida aos aposentados em 2050.

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O Brasil gasta 7% do PIB para financiar as despesas previdenciárias; na OCDE, esse porcentual é de 6%, mas a população idosa dos países dessa área é bem maior que a brasileira. "Temos uma população jovem para um gasto alto", afirma o secretário de política econômica da Fazenda, Manoel Pires. Segundo ele, o país deveria estar gastando 5% do PIB, considerando o padrão demográfico (leia aqui).

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