Secretário diz que manter pagamento de auxílio emergencial é “fiscalmente impossível”

Mansueto Almeida, secretário do Tesouro, reconheceu, porém, que o governo pode ter de priorizar ainda mais programas de transferência focalizados, como o Bolsa Família. Ele ainda defendeu a criação de um novo CPMF

Mansueto Almeida
Mansueto Almeida (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)


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247 - O secretário do Tesouro do governo Bolsonaro, Mansueto Almeida, disse ser “fisicamente impossível” manter o pagamento do auxílio emergencial para profissionais informais, benefício concedido durante a pandemia do coronavírus. “Teria que elevar brutalmente a carga tributária”, disse.

Para ele, o Brasil precisa focar em entender melhor por que o Brasil ainda tem 40% dos trabalhadores na informalidade e trabalhar para combater isso em vez de colocá-los em programa de transferência de renda, informa reportagem do Estado de S.Paulo.

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Mansueto reconheceu, no entanto, que o governo pode ter de priorizar ainda mais programas de transferência focalizados, como o Bolsa Família. “Talvez tenhamos que sair da crise priorizando ainda mais um programa como o Bolsa Família”, disse. “O auxílio emergencial, como diz o nome, é emergencial”, acrescentou.

Ele ainda defendeu que haja um debate sobre a criação de um imposto sobre transações financeiras. Mas disse que o imposto não pode ser como a extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). 

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"Impostos sobre transações é algo que vários países estão pensando. Inclusive, com a questão do comércio digital. Como traz esse comércio digital para a base tributária? É algo que vários da Europa estão debatendo, os Estados Unidos também. Eu acho que, no Brasil, imposto sobre transação é algo que tem que ser debatido", afirmou Mansueto.

No ano passado, o então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, foi demitido do cargo por defender a criação de um imposto nos moldes da CPMF.

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