'Se cortar auxílio emergencial, fome poderá atingir 40 milhões no Brasil', diz José Graziano, ex-diretor da FAO

O ex-diretor geral da FAO, entre 2012 e 2019, José Graziano da Silva disse que o coronavírus agravou a situação de fome e insuficiência alimentar no Brasil e destacou que “a pandemia até agora não teve uma repercussão maior graças ao auxílio emergencial”

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Basil247 | © Marcelo Camargo/Agência Brasil)


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247 - O ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês - Food and Agriculture Organization) José Graziano da Silva disse, em entrevista ao portal Tutaméia, que “o Brasil tem grande parte da população em situação de insegurança alimentar”.

Ele usou como base para o argumento recentementes dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o agrônomo, “quase quarenta por cento da população enfrenta insegurança alimentar. E os números são de antes da pandemia”. 

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Desta forma, ele diz que “a pandemia não tem nada a ver com a volta do Brasil ao mapa da fome”, pois “tudo isso aconteceu antes da pandemia”, que apenas agravou a situação.

Graziano ainda destacou a importância do auxílio emergencial diante da crise de Covid-19 no Brasil: “a pandemia até agora não teve uma repercussão maior graças ao auxílio emergencial. Mas, se cortar o valor ou se cortar o auxílio definitivamente, eu temo que a gente passe dos atuais números, estimados em 15 milhões de pessoas passando fome, a uma proporção muito maior, chegar aos 40 milhões que nós enfrentamos na época do início do governo Lula, quando começou o Fome Zero.”

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José Graziano é considerado o ‘pai’ do programa Fome Zero lançado no governo Lula, quando foi ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome. Ele foi diretor geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de 2012 a 2019. Confira a entrevista:

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