Scheinkman: 'Incompetência do governo trava economia'

"Às vezes as políticas são extremamente prejudiciais ao país por incompetência --por exemplo, quando o governo controla o preço da gasolina. Isso levou ao aumento do congestionamento e da poluição e prejudicou uma das poucas tecnologias importantes criadas no Brasil, a da indústria do etanol", disse o economista brasileiro e professor de Princeton. Segundo ele, houve uma estagnação no processo de reformas para o desenvolvimento econômico do Brasil a partir do segundo governo Lula 

Scheinkman: 'Incompetência do governo trava economia'
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247 – O economista José Alexandre Scheinkman culpou a ‘incompetência’ do governo pelos problemas na economia. “Às vezes as políticas são extremamente prejudiciais ao país por incompetência --por exemplo, quando o governo controla o preço da gasolina. Isso levou ao aumento do congestionamento e da poluição e prejudicou uma das poucas tecnologias importantes criadas no Brasil, a da indústria do etanol”, disse em entrevista à Folha?

O economista deixará em setembro a Universidade de Princeton, onde se tornará professor emérito, rumo à Universidade Columbia.

Segundo ele, houve uma estagnação no processo de reformas para o desenvolvimento econômico a partir do segundo governo Lula:
“Há seis, sete anos poucas coisas importantes estão sendo feitas. O governo tem se concentrado muito mais em políticas industriais, em intervir nos preços, em diminuir impostos setoriais e menos em resolver as grandes questões que poderiam melhorar a eficiência no Brasil, como as que eu já mencionei, e outras, como o investimento em infraestrutura.”

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Além disso, ele aponta como outro problema a baixa taxa de poupança. “Então, o governo cobra muito imposto, mas tem gastos enormes e pouca capacidade financeira para investir, além da falta de capacidade que eu já mencionei de competência do setor público.”

“Em 2008 e em 2009 a resposta à crise com política fiscal mais solta fazia sentido. O que não fez sentido foi achar que isso poderia ser permanente mesmo depois de a economia ter começado a se recuperar”, acrescenta.

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