Saque do FGTS teve impacto pífio na economia

Anunciada com estardalhaço pelo Planalto como uma injeção de ânimo na combalida economia brasileira, a liberação do saque de contas inativas do FGTS surtiu pouco efeito; a inadimplência bateu recorde em maio e as vendas do comércio tiveram reação tímida; Caixa antecipou para esta sexta a liberação do último lote de contas inativas; ao todo, serão liberados R$ 40 milhões 

Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal
Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A expectativa de que a liberação das contas inativas do FGTS daria fôlego para a economia tem sido parcialmente frustrada. Apesar do dinheiro extra no bolso dos brasileiros, a inadimplência continua em alta, e dados do varejo — setor que deveria se beneficiar da injeção de recursos — ainda não convencem. Para analistas, a incerteza em relação à atividade econômica e a recuperação frágil do mercado de trabalho estão por trás desse fenômeno.

Segundo o balanço mais recente da Caixa Econômica Federal, R$ 38,2 bilhões já foram sacados das contas inativas do Fundo. Até o fim deste mês, cerca de R$ 40 bilhões serão retirados. Pesquisas divulgadas nos últimos meses indicavam que a maioria dos brasileiros pretendia investir esse dinheiro no pagamento de dívidas em atraso, mas dados de diferentes instituições mostram que o nível de calote cresceu, na comparação com o ano passado.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada semana passada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 24,3% das famílias tinham contas em atraso em junho. O percentual é maior que a fatia de 23,5% registrada um ano antes.

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Números da Serasa confirmam a tendência. Segundo a instituição, 61 milhões de brasileiros estavam com o nome sujo em maio, 1,5 milhão a mais que no mesmo período do ano passado, quando 59,5 milhões de pessoas estavam na lista. Trata-se do maior número da série histórica, iniciada em 2012. Somente entre abril e maio, segundo a Serasa, cerca de um milhão de consumidores entraram na lista. Somadas, as dívidas em atraso alcançaram R$ 274 bilhões em maio, o que significa que, em média, cada pessoa deve R$ 4.059.

As informações são de reportagem de Marcello Corrêa, João Sorima Neto e Ana Paula Ribeiro em O Globo.

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