Santander Brasil tem lucro de R$ 1,8 bi no 3º trimestre
Santander Brasil; maior banco estrangeiro em operação no país divulgou que lucro líquido gerencial de R$ 1,884 bilhão para o terceiro trimestre, ante resultado positivo no mesmo período de 2015 de R$ 1,7 bilhão
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Por Guillermo Parra-Bernal, Reuters - O Santander Brasil teve lucro líquido de terceiro trimestre acima do esperado por analistas, em um resultado apoiado por reprecificação de empréstimos e venda de mais serviços financeiros que compensou o impacto de alta nas provisões para perdas com empréstimos.
O maior banco estrangeiro em operação no país divulgou nesta quarta-feira que lucro líquido gerencial de 1,884 bilhão de reais para o terceiro trimestre, ante resultado positivo no mesmo período de 2015 de 1,7 bilhão. Analistas, em média, esperavam lucro de 1,462 bilhão para os três meses encerrados em setembro, segundo pesquisa da Reuters.
O banco teve receitas com prestação de serviços de 3,437 bilhões de reais no terceiro trimestre. Sobre o mesmo período do ano passado, a linha apresentou alta de 17,7 por cento e no comparativo trimestral houve aumento de 3,3 por cento nas receitas.
Mas o índice de inadimplência subiu. O nível de operações de crédito vencidas há mais de 90 dias foi de 3,5 por cento ante 3,2 por cento no mesmo período de 2015 e no segundo trimestre deste ano.
Como resultado, as provisões para perdas com crédito subiram 13 por cento sobre o segundo trimestre, para 2,837 bilhões de reais, nível mais alto em mais de três anos. O índice de cobertura, um indicador de reservas disponíveis, caiu 0,1 ponto percentual, para 198,1 por cento, o menor nível deste ano.
O retorno sobre patrimônio líquido médio anualizado, excluindo ágio, uma medição de lucratividade de um banco, foi de 13,1 por cento, subindo pelo terceiro trimestre seguido e maior nível desde o primeiro trimestre de 2012.
O Santander Brasil encerrou o trimestre passado com carteira de crédito ampliada de 310,965 bilhões de reais, uma queda de cerca de 6 por cento sobre o mesmo período do ano passado. Já os ativos somaram 661,186 bilhões de reais ao final de setembro, queda de cerca de 6 por cento sobre um ano antes.
(Reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr.)
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