Sadia, Perdigão e Seara vão reajustar preços

Empresas anunciaram aumentos imediatos para fazer frente aos maiores custos de produção de alimentos

Sadia, Perdigão e Seara vão reajustar preços
Sadia, Perdigão e Seara vão reajustar preços (Foto: Divulgação)


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SÃO PAULO, 14 Ago (Reuters) - As duas maiores produtoras de carnes de frango e suína do país, a Brasil Foods e a Marfrig, reajustarão os preços de seus produtos para compensar o aumento de custos, especialmente a alta nos grãos que servem de ração para os animais, disseram executivos das companhias nesta terça-feira.

O reajuste dos preços neste trimestre será de 5 a 10 por cento, afirmou o presidente da BRF, José Antonio Fay, em conferência com jornalistas para detalhar os resultados do segundo trimestre.

O mercado internacional de grãos teve preços recordes recentemente, por conta da seca que afetou as lavouras norte-americanas, e a BRF (maior produtora de carne de aves e suína do país) busca recuperar margens com os reajustes, assim como a Marfrig, a segunda no ranking.

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O aumento dos preços das carnes deverá ser mais um desafio a ser enfrentado pelo governo para manter a inflação sob controle. O item alimentação é um dos que mais preocupa economistas atualmente, após a disparada nas cotações dos grãos no mercado internacional.

O executivo da BRF lembrou que o planejamento para as vendas de final de ano teve início em março, e os animais já estão sendo alimentados com grãos a um preço muito mais alto do que no ano passado.

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"Isto quer dizer que os preços devem ficar mais altos no final do ano", declarou Fay, reforçando que diante das altas dos custos até o momento os aumentos já começam a ser aplicados neste trimestre.

"Estamos falando de aumentos entre 5 e 10 por cento, com a visão que se tem hoje (de custos). E isto é imediatamente, até o final do ano, a ver", completou ele.

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No segundo trimestre, a empresa já aplicou reajuste marginal entre 1 e 2 por cento.

A BRF divulgou na segunda-feira o resultado do segundo trimestre, com queda de 99 por cento no lucro líquido, para 6 milhões de reais, por influência importante dos preços de grãos.

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MARFRIG

"Concordo com a BRF, que estimou hoje uma alta de 5 a 10 por cento nos preços, para recuperar margem", disse Ricardo Florence, diretor de Relações com Investidores do Marfrig, em entrevista por telefone.

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A Marfrig teve lucro líquido de 15,5 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo um prejuízo de 91 milhões de reais um ano antes.

Segundo Florence, a Marfrig deve ser menos afetada pelos custos maiores dos grãos por ter mais negócios em bovinos do que a BRF. Além disso, as margens do setor bovino estão melhorando, com um custo menor da arroba do boi.

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Por outro lado, a BRF é a maior produtora do país de carne de aves e suína, produtos cujos custos estão mais relacionados aos preços do farelo de soja e do milho, em níveis recordes atualmente.

O aumento significativo dos custos dos grãos levou representantes do setor de carnes nesta terça-feira a Brasília para pedir ao governo a liberação dos créditos de PIS/Cofins que a Receita Federal deve às empresas.

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O objetivo, segundo a associação que reúne as processadoras de carne de frango (Ubabef), é usar os créditos para reforçar o capital de giro e investimentos, num momento de margens mais apertadas pelo aumento dos custos.

Reportagem Fabíola Gomes

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