Rui Costa Pimenta: “Brasil é um dos pontos mais vulneráveis da crise mundial”

Presidente do PCO avalia que, independentemente do coronavírus, a crise internacional já estava se desenhando. No Brasil, o governo Bolsonaro “está sem perspectiva” de enfrentá-la, diz ele. Assista na TV 247

(Foto: brasil247 | Reuters)


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247 - O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, comentou a crise internacional das bolsas de valores, a queda do preço do petróleo e o coronavírus em seu programa semanal na TV 247. Para ele, “a crise do petróleo foi um resultado das negociações entre Rússia e a Arábia Saudita” e ela “mostra o estado de total fragilidade da economia mundial.”

“O Brasil está mostrando que é um dos pontos mais vulneráveis da crise [econômica mundial]”, afirmou o dirigente do PCO, reforçando que trata-se do “começo de uma espiral de crises cada vez mais profundas”. Segundo ele, a possibilidade de uma recessão econômica “já se desenha no horizonte”, o que irá acarretar em “uma série de contradições muito graves”, que “tendem a vir à tona” junto com uma série de crise políticas.

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“Nós vamos para uma espiral de crise prolongada, com retração econômica mundial. Não podemos descartar a quebra total da bolsas, que estão sendo sustentadas por uma bolha financeira que pode explodir a qualquer momento. O quadro é bem complicado”, afirmou. Pimenta citou a Itália como exemplo, afirmando que “o país está paralisado” e que é possível que ele “feche totalmente as fronteiras para evitar a disseminação do [corona]vírus”.

Entretanto, afirma, a crise estava já se desenhando. Iria acontecer sem o coronavírus, que para ele é um incidente que “vem a demonstrar a tendência negativa que estamos vivendo”.

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Situação brasileira

Rui Costa Pimenta discutiu também a falência do Estado brasileiro e a desvalorização do real em relação ao dólar, declarando que isso pode levar a uma “espiral inflacionária, apesar da situação recessiva”. Ainda disse que, na política econômica, “o governo está na defensiva”, pois “a política está limitada a tentar evitar a crise, evitar que aumente ainda mais”. 

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Reforçando, o presidente do PCO afirma que o governo está “sem proposta para o crescimento econômico e para segurar a fuga de capitais muito acentuada”. Ele lembrou também que a fuga de capitais nos primeiros meses de 2020 foi “maior que em todo o último ano [de 2019]”.

“E os capitais continuam saindo, porque justamente o governo não tem nenhuma perspectiva de enfrentar a crise”, declarou. “Estão queimando as reservas cambiais, que são grandes, mas têm um limite. O desastre é muito profundo e a situação cambial brasileira vai para o espaço. E isso traz inevitavelmente a uma hiperinflação”. 

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Para ele, “o governo está tentando se manter em pé” e “Bolsonaro é um representante improvisado do capital”.

Entretanto,afirma que o mais importante é compreender que “todas as questões financeiras pressionam sobre a situação social do país, que é muito grave. Desemprego recorde, corte nos serviços sociais, crescimento da miséria”. “Receita para uma explosão social no Brasil”, complementou.

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